Outra estreia da CBS. Partners aposta na fórmula já consagrada de amigos que vivem juntos como família, se ajudando e se envolvendo em todos os tipos de situações. Idealizada pelos criadores de Will & Grace, David Kohan e Max Mutchnick, podemos dizer que a comédia é até promissora, mesmo com fortes similaridades com a comédia de sucesso do final da década de 1990.

Antes de qualquer coisa, quero deixar algo bem claro: Partners não é Will & Grace. A primeira teve o seu primeiro episódio exibido, e a segunda, já é uma comédia consagrada. Logo, as duas séries não são iguais, e em nenhum momento quero fazer comparações entre as duas séries, ou dizer que elas são iguais em qualquer sentido. Porém, é inevitável não ver as similaridades entre as produções, mesmo com as peças mexidas de forma considerável.

Vejamos… Partners conta a história de dois amigos, Joe (David Krumholtz) e Louis (Michael Urie), que se conhecem desde pequenos. São sócios no escritório de arquitetura, e ao longo de 23 anos de convivência, sempre se deram bem em tudo. A única diferença entre os dois é que Joe é hétero e Louis é homossexual. Mas isso nunca foi um empecilho para que a amizade entre os dois prevalecesse.

Até o momento em que Joe fica em dúvida sobre o relacionamento com Ali (Sophia Bush), ficando prestes a terminar com ela. Porém, como a vida dá voltas, Joe resolve “seguir os seus instintos”, e no lugar de dar um chute na moçoila, resolve pedir a mesma em casamento. O problema acontece quando Ali descobre, por meio de Louis, que o agora noivo queria mesmo era terminar com ela.

Ah, e some à esse grupo o namorado de Louis, Wyatt (Brandon Routh), o “enfermeiro bonitão burro” da trama, que mais serve para alívio de beleza do que para qualquer outra coisa (pelo menos nesse piloto).

Partners é o tipo de comédia que vai dividir opiniões. Não por causa da premissa de fazer um gay e um hétero serem amigos desde a infância, mas por causa da própria mecânica da série em si. Particularmente, eu gostei do piloto, e me diverti bastante com as piadas propostas no roteiro, apesar de encontrar algumas “barrigas” desnecessárias no piloto. Exemplo: se não encontrarem algo melhor para fazer com Wyatt, que não foi nada além de ser o objeto sexual de Louis, é um desperdício. Aliás, muita gente já não acha Brandon Routh esse ator todo, por causa de produções como Superman Returns e Chuck.

Vale lembrar que a premissa é exatamente a mesma que a série Partners, lançada pela Fox em 1995, apenas com a variante da sexualidade de Louis. Porém, antes que chamem tudo de “cópia”, David e Max já confessaram que eram grandes fãs da produção da Fox, e que iriam “tentar recriar” a série do passado no presente. Como não vi a produção original, não posso dizer se eles conseguiram ou não.

Agora, fato é que Partners tem muito de Will & Grace, e isso pode ser um ponto positivo. Louis, por exemplo, é um Jack mais contido, mas com os seus momentos pitorescos e característicos. Joe é um Will “hétero”, se é que isso poderia ser possível. Ali ainda é uma Grace mais discreta, mas sem toda a carisma de Debra Messing. A série tem até uma secretária latina, que é bem mais formosa que a Rosario, mas está lá a cota.

O grande problema da série é que, nos Estados Unidos, ela não foi muito bem recebida logo de cara. Vai precisar surpreender muita gente para se manter no ar. Eu recomendo que, ao menos, você dê uma olhada para se informar do que a série se trata, e ver se cai no seu gosto. Particularmente, acho que pode ser o meu “giulty pleasure” dessa temporada, mesmo sabendo que muita gente pode me xingar por isso. Quem sabe não pode ser o seu?