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O que não fazemos por vocês, audiência do SpinOff… enfim, a nova MTV estreou ontem (01), cheia de vida e novidades. Além de Fiuk como apresentador (falaremos mais sobre isso no podcast da próxima semana), tivemos a estreia de Papito in Love. Sim, amigos… Supla está procurando um novo amor, e vamos aqui expressar nossos mais sinceros sentimentos sobre o episódio piloto dessa preciosidade.

Que fique claro: a ideia de colocar um famoso para encontrar um novo amor não é algo novo ou original. Aliás, nem o suposto fator bizarro que envolveria o nome Supla pode ser considerado como inédito. Papito in Love nada mais é do que a versão brasileiro do ultra-bizarro Flavor of Love, exibido pelo VH1 nos Estados Unidos, que tinha exatamente o mesmo plot, só que com Flavor Flav, do grupo de rap Public Enemy como protagonista.

Ah, você não sabe quem é o Sr. Flavor Flav (que tentou por cinco vezes “encontrar o amor”, sem sucesso)? Vamos então prestar o serviço de utilidade pública para vocês.

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De nada.

Agora que vocês sabem mais ou menos do que estamos falando, vamos falar da mecânica do programa. Deixando de lado o teatrinho combinado dos primeiros minutos (primeiros 25 minutos, vai…), onde vemos Supla “indeciso” se aceita ou não participar do novo programa da MTV, incluindo uma participação do papai do Beetlejuice brasileiro, Eduardo Suplicy (que até questiona ao filho se ele vai avaliar o conhecimento futebolístico das candidatas… afinal, isso é importante para você conhecer o amor da sua vida nos dias de hoje), a mecânica de escolha da “felizarda” começa a ser montada.

Um comitê de avaliação das pretendentes é formado pelo melhor amigo do roqueiro, a sua governanta (desculpa, gente, não vou me lembrar dos nomes), e sua ex-namorada, Maria Eugênia). O trio convoca as candidatas para um galpão, que passam por uma entrevista bizarra, onde a pergunta mais genial dos últimos tempos é feita, saindo da boca do melhor amigo do papito:

O que você acha da música ‘hoje eu só quero comer você’?

Todas as espécimes de mulheres aparecem para a entrevista, incluindo um que tenta ser mulher, mas não consegue por causa de um “Y” a mais (entendedores entenderão). As 12 escolhidas são enviadas para a tal mansão (alugada pela MTV, que nas mãos da Viacom, passa a ter dinheiro), para um primeiro contato com o papito, que canta animadamente os seus hits, distribui calcinhas para as suas preferidas no primeiro contato, e até xaveca uma das candidatas com rimas que envolvem “tocar certas partes do seu corpo”… se é que vocês me entendem.

Um detalhe importante: no final do programa, a “vencedora” (depende do ponto de vista) será colocada à prova, diante de um dilema ético: ficar com Supla, ou com uma mala com R$ 100 mil? O próprio Supla escolheria o dinheiro, e a partir disso, você já pode concluir o que seria namorar com um cidadão como ele.

Sobre Papito in Love… é difícil falar sobre o assunto. Na verdade, eu sei que tem gente que vai gostar, apenas pelo fator “bagaceira” do programa. Para quem espera o melhor do pior, o programa é um prato cheio, e tem tudo para agradar as mentes livres, que adoram ver propostas absurdas na TV (como o próprio Patrick Maia disse no primeiro programa da nova MTV, o “Coletivation” – é um programa de ficção quando o tema é “Supla em busca do verdadeiro amor”). Se você realmente não se importa com critérios e quer apenas se divertir, vá em frente. E boa sorte.

Particularmente, achei o programa fraco e cansativo. Não consegui me concentrar no programa o suficiente para me importar com ele, e acho que a moda “Supla Papito Billy Idol Wannabe Beetlejuice Na Real” já deu. Foi legal ver o seu “renascimento” através dos Piores Clipes do Mundo na finada MTV Brasil. Hoje, a gente sabe que o Supla taí, ganhando o seu dinheiro nos realitys e programas do gênero. De novo: eu sei que tem gente que vai gostar. Não foi o meu caso (e olha que eu sou uma mente aberta para tais experiências antropológicas).

Enfim, novos tempos. Novos programas, nova MTV… o mesmo Supla. C’mon, kids!