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Sabe quando uma pessoa que você gosta muito pisa feio na bola com você? Pois é… nesse caso, a pessoa em questão é ninguém menos que Ellen DeGeneres, produtora-executiva da “comédia” (com ênfase gigante para as aspas na palavra “comédia”) One Big Happy. E, sério… nem isso é sinônimo de felicidade nessa série.

A série conta a história de Lizzy (Elisha Cuthbert), que vive com o seu amigo Luke (Nick Zano). Lizzy é lésbica, e quer ser mãe. Como ela e Luke passaram dos 30 anos de vida, eles decidiram ter um filho juntos. Porém, o cenário muda quando Luke conhece Prudence (Kelly Brook), britânica/gostosinha que está para ser deportada, e para evitar que ela seja arrancada dos seus braços, Luke acaba se casando com Prudence em Las Vegas.

Lizzy se sente deixada de lado com a nova “amiga” (agora esposa) de Luke, mas essa situação não dura muito tempo quando depois de muitas tentativas sem sucesso, Lizzy descobre que está finalmente grávida, e decide contar para Luke no mesmo dia que ele volta do casamento com Prudence. Agora, o trio vai ter que lidar com a sua nova e revolucionária formação de família moderna, onde vão precisar ser muito flexíveis e pacientes, para que eles não se matem por conta de suas evidentes diferenças de personalidades e perspectivas de vida.

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Na minha modesta opinião, esse é o pior piloto de comédia da temporada, e não tenho muito o que dizer sobre One Big Happy. Entendo que é o típico plot “ideia boa, com má execução”. Podemos dizer que a ideia de combinar uma lésbica com um hétero para ter um filho, mas esse cara acaba encontrando o amor da sua vida – e no final das contas, todo mundo acaba morando junto – é até uma tentativa da NBC ser original nas propostas apresentadas. Porém, eles erraram a mão em tudo.

One Big Happy beira ao infantil em vários momentos. Você não se importa com os personagens e suas motivações. Aliás, todos os personagens estavam simplesmente detestáveis no piloto, sem falar em algumas piadas que beiram ao grotesco de tão preconceituosas (ou politicamente incorretas, como queiram).

O texto da série é o que mais a prejudica. Nada me fez rir, nem mesmo as referências às comédias românticas que são muito populares do público, mas que Luke – talvez por ser meio bobão -, não consegue pegar as referências. Argumentos bobos e sem sentido, como a cor que uma parede deve ser pintada, ou o fato de uma britânica gostosa gostar ou não de filmes de ficção científica. Tudo isso só ajudou na sequência de erros apresentados por One Big Happy.

A série é realmente um fracasso completo. Assusta em ver Liz Feldman escrevendo algo tão ruim, e mais ainda ao saber que Ellen DeGeneres (que é uma p*ta de uma comediante) está produzindo essa série. A boa notícia é que One Big Happy está programada para apenas seis episódios, e não deve passar disso. Não há esperança para uma série que faz piada com a forma como uma mulher mexe a bunda enquanto faz xixi.

Passe longe. Você tem várias formas muito melhores de aproveitar esses 20 minutos de sua vida.