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“A profissão mais antiga do mundo não precisa ser a mais atrasada do mundo também”. Com essa frase na cabeça, O Negócio estreou hoje (18) na HBO, sendo mais um investimento do canal em produções nacionais. Na verdade, é uma produção da HBO Latin America, mas obviamente destinada ao mercado brasileiro. Então, vamos conhecer um pouco da série que combina a prostituição de luxo com marketing avançado.

A série conta a história de Karen (Rafaela Mandelli) e Luna (Juliana Schalch), duas garotas de programa de luxo com algo em comum: a frustração em suas profissões “alternativas” (já que apesar de ambas ganharem mais dinheiro com a prostituição do que com os seus empregos formais, as duas não vivem só disso).

Karen está de saco cheio dos seus “bookers” (ou cafetões), que a exploram financeiramente, e ela acha que já está perdendo tempo nesse segmento, uma vez que a idade está chegando. Já Luna é universitária, mas sabe muito bem que pode ser dar melhor no mundo das acompanhantes de luxo do que ralando em um emprego formal. Um belo dia, em um jantar com um dos seus clientes, Karen recebe a dica de “tudo nessa vida é marketing”, ao constatar que uma lanchonete com um lanche incrível estava vazia. E começou a investir nisso.

Karen vai trabalhar não apenas no produto “garotas gostosas que transam com velhos empresários ricos”, mas sim, o conceito de vender o melhor produto para o seu público-alvo. Logo no primeiro episódio, ela já aplica essa estratégia, oferecendo uma promoção para a boate onde Luna trabalha, associada à crise na Bolsa de Valores. E se dá muito bem com isso.

Mais adiante, a terceira elementa do negócio, Magali (Michelle Batista), entrará em cena, e juntas elas pretendem formar o maior serviço de acompanhantes do Brasil.

Sobre o piloto, minhas opiniões são divididas. De novo, a produção e ambientação da HBO são impecáveis, e nesse aspecto, a série não tem problemas. Porém, o piloto ficou um pouco fraco na história e na interpretação das protagonistas. Talvez essa seja só a primeira impressão do piloto, e com os demais episódios, a série acaba melhorando. Porém, deixou um pouco a desejar.

A temática da série em si já a direciona para um público mais adulto, e na prática, isso se reflete de forma explícita, porém, elegante. Cenas de nudez e sexo são apresentadas no piloto, mas como em um bom soft porn. Nada chocante ou apelativo. Tudo com bom gosto, mais para o lado da sedução. E esse é um ponto positivo.

No final das contas, não me sinto muito motivado a seguir em O Negócio. O grande ponto de motivação para continuar a série não é (por incrível que pareça) as cenas de nudez e sexo. O principal incentivo para continuar é saber como Karen e Luna vão utilizar o marketing no mundo da prostituição. Os publicitários vão adorar esse plot, e até mesmo nós, meros mortais (que são blogueiros) podemos aprender alguma coisa da combinação da putaria com a propaganda.