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É a CBS repetindo a fórmula de sucesso com NCIS: New Orleans (e, convenhamos: qualquer um de nós faríamos exatamente a mesma coisa). Todo mundo reclama dos dramas procedurais, que é tudo a mesma coisa, sempre aquele ‘caso do dia’ e nada mais… e os índices de audiência das séries procedurais da CBS continuam no topo. Logo, está mais do que justificada a estreia de mais um spinoff da franquia NCIS, que agora desembarca na festiva cidade de Nova Orleans.

A série mais uma vez usa da fórmula de investigar crimes que estão relacionados de alguma forma com os militares. Quem lidera a equipe de NCIS: New Orleans é Dwayne Cassius “King” Pride (Scott Bakula), nascido e criado na cidade, e responsável por iniciar as atividades da nova unidade NCIS na cidade. Para isso, recruta agentes especializados com habilidades diferentes para auxiliar nas investigações dos crimes que vão aparecer ao longo da temporada.

Christopher LaSalle (Lucas Black), Meredith “Merri” Brody (Zoe McLellan), Dra. Loretta Wade (C.C. H. Pounder) e Sebastian Lund (Rob Kerkovich) são os membros do time que Pride formou para a unidade de Nova Orleans de NCIS. Com personalidades diferentes, mas com espírito altamente colaborativo, esse time não só vai investigar os crimes que vão aparecer ao longo da temporada, como também vão descobrir e explorar um esquema de tráfico de influências dentro do governo da cidade. 

Por conta da morte de um filho de um músico local – e amigo de longa data -, Pride descobre um esquema de tráfico de drogas na cidade, que tem o envolvimento de um político local, que tenta aprovar um investimento para a formação de uma força-tarefa para a cidade. É claro que isso beneficia o tal político financeiramente, e pelo o que o piloto dá a entender, o plot de fundo da temporada será o processo de investigação da equipe do NCIS para reunir provas que desmascarem o sistema.

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NCIS: New Orleans é a aposta segura da CBS, que reforça a sua tradição em oferecer dramas procedurais que falam diretamente com a sua audiência já consolidada. Apesar de não ser fã desse tipo de série, entendo que o piloto foi bem competente no propósito de efetivamente apresentar os personagens de forma mais detalhada (eles já foram vistos em um backdoor pilot dentro de um episódio duplo de NCIS na temporada anterior), além de dar um esboço de como será a pegada da série dentro do seu ambiente.

Do mais, não há muitas novidades. Os personagens principais são carismáticos, o texto em alguns momentos apresenta aquela pitada de humor característica da franquia NCIS, e a sua formatação segue de forma rigorosa aquilo que já conhecemos nas demais séries da franquia. Logo, não é exagero dizer que as chances de NCIS: New Orleans agradar aos fãs das outras duas séries da franquia são enormes, com uma renovação praticamente garantida. A não ser que a sua audiência nas noites de terça-feira seja algo muito ruim, o que particularmente acho muito difícil de acontecer (levando em conta a concorrência que enfrenta).

Sem falar que, nos próximos episódios da série (episódios 2 e 3), NCIS: New Orleans vai receber a visita de alguns personagens das outras duas franquias, o que deve ajudar um bocado na audiência da série novata. Ou seja, é a CBS sendo bem esperta, e usando as armas que tem para promover uma nova série. E eles estão certos.

Em resumo: fãs de NCIS, comemorem. Vocês acabam de receber mais uma série igual as demais – que vocês já gostam – para se deleitar. Talvez NCIS: New Orleans seja um pouco mais ‘cool’ que as outras duas da franquia, por conta da atmosfera da cidade, da boa música, de um chefe que toca piano como ninguém, e faz o café da manhã com ovos mexidos para seus subordinados. Sempre com uma cara de simpático, e um sorriso no rosto.