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Eu sei que a temporada de Mr. Robinson já foi exibida. Mas ninguém se atreveu a dar os pitacos sobre essa comédia. E depois de ver todos os seis episódios da série, eu entendi muito bem porque ninguém ousou chegar perto de comentar o que viu.

Craig Robinson faz uma versão musical dele mesmo, onde ele é um músico de Chicago de uma banda de bar que só quem mora ali no bairro do bar conhece. Para pagar as contas, ele se trasveste de professor substituto de música, em escolas que não tem muita verba para contratar professores decentes. Um belo dia, a menina que ele deu um toco no passado (ou deu um bolo nela, não levando a menina ao baile) apareceu no bar onde ele se apresenta. E descobre que a mina virou uma gata. E todo o mundo de Craig passa a girar em torno dela. Nada mais importa.

Isso chega ao ponto dele descobrir onde essa gata leciona – sim… por ironia do destino, ela também é professora -, e decide ir dar aulas na mesma escola. Por ser descolado, Craig se dá bem ao ponto de ser efetivado e, com isso, passar mais tempo tentando convencer a sua amada a deixar o seu atual namorado, e dar uma chance para ele e o ‘amor verdadeiro’.

No meio do caminho, temos professor de educação física maluco, o professor de química nerd/virgem/sincero, a professora de matemática que é stripper à noite, e a diretora que está doida para dar para Craig, mas não quer admitir isso.

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Eu li em algum lugar que ‘Mr. Robinson seria uma boa comédia se fosse lançada em 1995’. Eu até concordo. Mas como eu estou em 2015, ela só é uma comédia… de erros.

Veja bem, não foi uma temporada para se jogar no lixo absoluto, mas foi muito fraca, abaixo do necessário para sobreviver na grade. A própria série é bem datada, e essa vibe do Craig em cantar músicas com batidas dos anos 70 e 80 não ajuda muito. E olha que eu gosto do Craig Robinson (principalmente em The Office).

Porém, a trama da série não é o único problema. Mr. Robinson é bem irregular, se alternando entre piadas bem sacadas e situações bobas e descartáveis. A piada com a música de Iggy Azalea é previsível, assim como as situações envolvendo a diretora da escola e até mesmo o supervisor de ensino (chefe da diretora, e fã de Craig). Mas em alguns momentos o texto até que flui bem. Mas como a série como um todo é mal estruturada, não consegue estabelecer um ritmo bom o suficiente para engrenar e divertir o telespectador mais exigente.

Sem falar que é possível detectar falhas grosseiras na edição, o que mostra que nem a NBC estava dando muita bola para a série quando decidiu colocar a mesma no ar. Apenas seis episódios e no final da summer season. Ou seja, tinha tudo para ser apenas um ‘tapa buraco’ da grade.

Mr. Robinson só serve para quem está com muita preguiça de mudar de canal. Ou para aqueles que gostam MUITO das sitcoms clássicas. E eu até gosto desse formato de comédia. E, mesmo assim, não me convenceu. De fato, se essa série fosse lançada na mesma época que Friends estreou, ela teria grandes chances de dar certo. Mas o tempo passou, e hoje, ela é apenas uma série boba, de um cara que ficou preso no tempo. Uma pena.