VANESSA LENGIES, ADAN CANTO, CRAIG FRANK, ANDREW SANTINO, BLAKE LEE, GINGER GONZAGA, KATE SIMSES, ALEXIS CARRA, ADAM CAMPBELL, SARAH BOLGER

Em uma midseason tão fraca, e com uma ABC com fracassos em novas de suas apostas (beijo para Killer Women, The Assets, etc), Mixology pode não ser a nova comédia de sua vida, mas ao menos tem mais chances de dar certo do que outras produções que estrearam nesse período. Porém… será que Mixology é série suficiente para sobreviver?

A série conta a história de 10 pessoas, com perfis e personalidades diferentes, que estão em um cenário comum: um bar descolado qualquer. Confesso que é difícil decorar os nomes desses personagens, quanto mais se apegar à eles em pouco tempo. Porém, uma boa notícia é que a série não possui um personagem central, o que pode tornar a assimilação mais tranquila (ou menos traumática, como preferir).

Outro detalhe importante: a série não está calcada apenas na noite de bebedeira. Flashbacks ocasionais vão aparecer, explicando a origem dos personagens e como eles chegaram naquela situação apresentada no bar. A série acaba ilustrando as próprias situações bizarras, o que pode ser meio chato em algumas situações.

No mais, a série mostra as diferentes táticas entre homens e mulheres para conquistar o sexo oposto (ou o mesmo sexo, dependendo de quem estamos falando). Algumas estratégias são estúpidas, outras são bem sacadas. Mas o importante é que cada um deles deve encontrar no final da noite (ou da temporada) o amor. Verdadeiro ou não.

Particularmente, gostei de Mixology, mesmo sem achar a série incrível. O ritmo dos dois primeiros episódios lembra um pouco o que já vimos em Happy Endings, com várias referências de cultura pop e até mesmo de outras séries. O problema é que a gente bem sabe o que aconteceu com Happy Endings (cancelada depois de três temporadas).

A grande dificuldade da série é convencer o público norte-americano que a trama com piadas descoladas, cantadas das mais diversas e alguns clichês meio desnecessários (britânico bêbado que vomita na bolsa da moça é um deles) pode vingar em uma programação que encontra problemas para engrenar novas produções. Também é importante ressaltar que a série precisa fazer ajustes finos para oferecer um pouco mais de consistência na sua proposta.

Por enquanto, só recomendo que veja os dois primeiros episódios de Mixology. Esse é o caso claro de “humor é algo subjetivo… bem subjetivo…”, pois nem todos vão achar a série engraçada. E não posso culpar isso. Não é culpa sua se você não gostar da série. Mas, se gostar, vá em frente. Quem sabe essa série acaba vingando.