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Eu sei que alguns blogs parceiros já escreveram resenhas de praticamente todos os episódios. Sei que a série está completa na Netflix desde o dia 20 de novembro, mas como estava de mudança de casa (de novo), só tive tempo de ver os primeiros cinco episódios de Marvel’s Jessica Jones ontem (23). Bom, com essa bagagem em mente, venho aqui escrever minhas impressões da nova produção original do serviço de streaming.

A série introduz mais um personagem da Marvel Cinematic Universe, e a segunda integrante do grupo Os Defensores (o primeiro é o Demolidor). Jessica Jones (Krysten Ritter) é, hoje, uma detetive particular. Tem uma vida normal, com um trabalho até relativamente burocrático, amigos normais, parentes problemáticos… tudo normal, certo? Errado. Nada é tão simples quanto parece.

Jessica Jones é, na realidade, uma ex-heroína. Com poderes e habilidades que ela já controla muito bem. E quando necessário, ela usa esses poderes para ajudar nas investigações em curso. Nada que vise machucar alguém (na maioria dos casos), mas sim para intimidar aqueles que não querem colaborar com o trabalho. Tudo dentro da lei e da ordem.

Porém, a vida de Jessica não é nada fácil. Ela sofre de estresse pós-traumático depois de sua breve carreira de heroína se encerrar de forma trágica. Por conta disso, ela assumiu para si um comportamento totalmente desenfreado, desregrado e auto-destrutivo, bebendo muito, consumindo certas substâncias perigosas e fazendo sexo com desconhecidos.

Para completar, ela ainda ouve as “vozes do além”, que a induzem em algumas de suas atitudes dentro de seu ofício. Pior: não só Jessica é influenciada por certas entidades, mas algumas das pessoas mais próximas de sua vida, o que pode resultar em eventos sem precedentes. E Jessica terá que tomar uma atitude drástica para mudar tudo. Não apenas os casos que ela investiga. Mas a sua própria existência também.

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Marvel’s Jessica Jones é mais um ótimo trabalho da Netflix. É impressionante como o serviço de streaming valoriza o dinheiro dos seus assinantes, oferecendo conteúdo de qualidade final acima do esperado, com uma estética visual impecável, e uma proposta de série madura, bem organizada e bem formatada. Para quem não assina a Netflix, a parceria deles com a Marvel é mais um motivo para fazer a assinatura, e considerar o investimento.

Também nem precisava destacar muito o talento de Krysten Ritter. Já gostava da moça desde os tempos de Apartment 23, e o papel de Jessica Jones cai como uma luva para ela. Aliás, Ritter ganhou 4.5 kg de músculos para poder incorporar a heroína. Tudo bem, não se mede a dedicação de um ator apenas por isso, mas essa é uma informação que precisava ser destacada, apenas para ilustrar algo que achei interessante.

Aliás, um dos méritos de Marvel’s Jessica Jones é contar com um elenco bem equilibrado, com nomes de peso como Carrie-Anne Moss, David Tennant, Rachel Taylor, entre outros. Aliás, a série mais uma vez mostram como Marvel e Netflix estão alinhadas e sincronizadas no objetivo de oferecer um resultado final de qualidade, atendendo aos anseios e expectativas dos exigentes telespectadores.

Comparando com Marvel’s Daredevil, o que pode (talvez) incomodar aos telespectadores de Marvel’s Jessica Jones é que a série demora um pouco para engrenar. O piloto é bom, interessante, apresenta bem a trama da série, mas é um pouco mais arrastado e descritivo do que o piloto de O Demolidor. E isso segue ao longo dos demais episódios. Mas a série começa a pegar ritmo a partir do quarto episódio, e as coisas começam a ficar mais interessantes para o grande público.

Mas nem por isso a série deixa de ser boa. Pelo contrário. Como disse antes, o resultado final oferecido pela produção é realmente excelente. Porém, li algumas pessoas reclamando desse detalhe na minha timeline. O meu conselho para eles? Insista mais um pouco. Acho que vale a pena permanecer para acompanhar mais uma série que tenta sair do lugar comum.

Marvel’s Jessica Jones é mais um presente da Netflix para todos os seus assinantes. Altamente recomendado para ser vista em maratona, e para encaminhar os acontecimentos para o grande evento em conjunto que está por vir.