MARC BLUCAS, ALEX FERNANDEZ, TRICIA HELFER, MICHAEL TRUCCO, MARTA MILANS

Muitos esperaram por esse momento. Muitos ansiavam por esse piloto. Muitos se perguntavam: “o que Sofia ‘Maaannyyyyy’ Vergara pode nos oferecer como produtora executiva de uma série?”. Então… Killer Women chega a “decepcionar”. Não me entendam mal, amigo leitor. É que o promo vendeu uma das séries mais bregas e vergonhosas dos últimos anos, mas no final das contas, a coisa não é tão feia assim.

A série conta a história de Molly Parker (Tricia Helfer), uma ex-modelo/miss/manequim/atriz, que depois de um casamento muito mal sucedido, resolve dar uma virada em sua vida, se tornando uma Texas Ranger. Com isso, ela não só aumenta a sua baixa autoestima, como também acaba agradando (em partes) o seu pai, que também seguiu as rais policiais. Molly se destaca dos demais policiais da cidade por contar com algo que as mulheres tem de mais aguçado na sua personalidade: a capacidade de observar os detalhes.

E Molly vai ter que olhar muito para as pessoas para sacar que há uma mega conspiração organizada por uma entidade secreta (ou pelos traficantes mexicanos), que em comum, colocam mulheres para matar pessoas. Já que as mulheres são mais competentes que os homens para cometer assassinatos (principalmente quando elas são coagidas a isso), fica mais difícil detectar as motivações para os seus crimes e, por consequência, os seus mandantes.

E como os homens, de forma fria e estúpida, só olham para os fatos, sem analisar os detalhes… temos a nossa bela Molly para ser o elemento central de toda a série.

Vamos aos fatos: o piloto de Killer Women é muito melhor do que eu imaginava. Como eu disse no começo, eu esperava pelo pior. E o pior não veio. E eu estou decepcionado com isso. Por outro lado, não é o tipo de série que particularmente me faz pensar “meu Deus, eu preciso ver o segundo episódio”. Mas fico feliz que não seja tão ruim assim.

Não é tão ruim, mas também não é ótimo. Em alguns momentos, o piloto dá uma bela forçada. Nada contra mulheres bonitas no poder. Pelo contrário. Acho que é possível sim mulheres bonitas, inteligentes, fortes, com personalidade e perspicazes assumindo o comando de uma investigação. O problema é que, como Molly saca rapidamente que alguém está mentindo, a investigação simplesmente “se perde”.

Ao longo do piloto, a impressão que dava era que bastava Molly olhar para as pessoas para que tudo se esclarecesse, sem precisar ir a trás de pistas, cruzar informações, interrogar pessoas… enfim, itens minimamente necessários para fazer uma investigação consistente. Mas… não: Molly olha, diz que fulano está mentindo, e toma uma decisão para saltar passos para resolver o crime.

Mas essas “barrigas de roteiro” são pequenas perto da ruindade que a série prometia ser. No final das contas, mesmo sem ser uma série acima da média, Killer Women até que é passável. Mas como começou com uma audiência baixa nos Estados Unidos (apenas 3.96 milhões de telespectadores), eu diria para você não se apegar muito. A tendência é que será mais um flop da ABC na temporada.

É isso que dá… quem mandou dispensar Devious Maids?