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Demorou um pouco para que eu pudesse ver os dois primeiros episódios de Kevin From Work, comédia de 30 minutos do canal ABC Family. Um combinado de falta de tempo com falta de vontade resultaram nesse atraso. Mas agora que cumpri com esse compromisso cívico, vou contar para vocês as minhas impressões sobre essa beleza de comédia, cheia de ambiguidades estranhas.

Kevin (Noah Reid) era um cara comum, que trabalhava em um escritório comum, cheio de pessoas excêntricas. Mas ele não se importava com nada disso. A única pessoa para quem ele tinha olhos era Audrey (Paige Spara), sua colega de estação de trabalho, que Kevin considerava a mulher perfeita para ele (a ponto de colocar bichinhos animados nos seus delírios). Mas Audrey era inalcançável, já que ela tinha um namorado lutador de artes marciais.

Na tentativa de seguir com a vida – e deixar para lá a bobagem de conquistar Audrey -, Kevin aceita um emprego na Itália, relacionado ao mundo da gastronomia e turismo. Na sua festa de despedida, ele toma todas, e o álcool o ajuda a contar todos os seus sentimentos mais profundos para a mulher que o ama. Através de uma carta (porque ligar pelo celular e escrever um e-mail nunca é recomendado para quem está muito bêbado). Kevin despacha a carta, certo que Audrey só vai ler a mesma quando ele estiver bem longe dali.

Porém, tudo muda quando ele descobre que não mais vai para a Itália, pois a sua contratação foi cancelada.

A partir daí, Kevin precisa lidar com o fato que ele mudou toda a sua vida em função dessa mudança: vai ter que conviver com a cobrança psicológica do melhor amigo, com a irmã, que herdou o seu apartamento, com a sua chefe de meia idade tarada, que fica se insinuando para ele… e o pior de tudo: com Audrey, que leu a sua carta, e agora sabe que ele sempre a quis.

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Kevin from Work é o tipo de comédia que lembra um filme tosco da Sessão da Tarde. Não apresenta nada de muito novo ou original no plot, mas com uma certa dose de boa vontade (mas fazendo muita força mesmo), você acaba tendo uma certa empatia pelos protagonistas e coadjuvantes. Mas de um modo geral, é uma comédia fraca no quesito ‘fazer rir’.

A série até se esforça na oferta de plots interessantes, com situações que podem mesmo acontecer em um ambiente de trabalho (os encontros na cozinha, as fofocas entre os funcionários, o departamento de informática composto por nerds malucos, etc). Apesar de algumas risadas (forçadas), Kevin from Work não apresenta o suficiente para ser considerada uma comédia ‘imperdível’. Em alguns momentos, ela pareceu algo ‘sem gosto, sem personalidade’, com situações que não contribuem para o desenvolvimento da trama.

Bom, ao menos sabemos que existe uma história linear dentro da série, que será desenvolvida ao longo da temporada. Será que Kevin e Audrey vão ficar juntos? Os obstáculos são grandes (a chefe tarada, o colega de trabalho fofoqueiro, a colega de apartamento de Audrey que é uma stalker, o namorado fortão da Audrey…), e as situações que eles vão ter que enfrentar para engatar um relacionamento podem ser as mais absurdas.

E é isso o que dá medo na série.

Enfim, Kevin from Work é mais uma comédia romântica, mas diferente de Manhattan Love Story e A to Z, ela aposta na vertente ‘besteirol’ para fazer dar certo. Mas acho que a maioria de vocês poderão viver muito bem sem ela. Não é uma comédia que entra na lista das ‘imperdíveis’, e a não ser que você não tenha ABSOLUTAMENTE MAIS NADA PARA ASSISTIR (algo que, nos dias de hoje, é bem difícil), eu recomendo que você veja o piloto, pelo menos.

Vai que você gosta, não é mesmo?