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A segunda estreia desse início de midseason 2014 é Intelligence, série da CBS inspirada no livro “Phoenix Island”, que ainda será lançado nos EUA. Se Killer Women “me decepcionou” por não ser tão ruim quanto o promo se vendeu, já esta série cumpriu o que promete. Mais: rapidamente, podemos concluir qual é a sua premissa, que basicamente é a finada série Chuck (NBC), protagonizada por Josh Holloway.

Duvida? Provarei para vocês.

A série é centrada em Gabriel Vaughn – ou o Chuck Bartowski da vez – (Josh Holloway), um super-agente da CIA/FBI/Whatever do governo, que por contar com um gene mutante especial, se tornou apto para ser a cobaia humana do mais avançado projeto das agências de inteligência dos Estados Unidos, o “Intelligence”. Gabriel carrega consigo um micro-super processador – ou o Intersect da vez -, que permite que o nosso agente se comunique a todos os bancos de dados da Internet, aproveitando todo e qualquer tipo de conectividade que está ao seu redor, indo do Bluetooth até a Internet via satélite.

Com isso, Gabriel consegue habilidades extraordinárias, como buscar instantaneamente informações sobre as pessoas, criar cenários estimados de crimes, traduzir idiomas automaticamente (com alguns erros de pronúncia, já que ele busca no Google Translator), e tornar o agente mais atraente para as mulheres que terão tensão sexual com ele na série.

Gabriel trabalha com Lillian Strand (Marg Helgenberger), chefe de seu departamento – ou a General Beckman da vez – , que preocupada com a instabilidade emocional do agente, recruta Riley Neal – ou a agente Sarah Walker da vez – (Meghan Ory), que tem como objetivo cuidar para que Gabriel não faça muitas besteiras. E, é claro, ser a tensão sexual dele na série. Sim, pois Gabriel é “quase irresistível” #ironic com o seu ar de quem pode a qualquer momento fazer um comercial da Gillete.

Por trás do jeito canastrão/pegador/Johnny Bravo, Gabriel está atrás de sua mulher, que está desaparecida depois de trair os Estados Unidos em uma das missões, dando um ar mais “humano” ao personagem.

Viu? É só trocar o paspalho do Chuck pelo canastra do Gabriel, que temos a série Chuck!

Fora isso, Intelligence é mais ou menos o esperado: mais uma série procedural/ação da CBS que tem potencial de dar certo, uma vez que Nina Tassler (presidente da CBS) sabe o que a audiência do seu canal quer assistir. Sem inventar muito no roteiro, o piloto é competente para mostrar quem é quem, tem boas cenas de luta e alguns pequenos absurdos nas decisões dos personagens centrais, o que acaba sendo algo necessário para uma série desse porte.

No final das contas, o piloto é consistente. Resta saber se a série vai vingar. Ela estreou nos Estados Unidos em uma terça-feira, e contou com a ajuda de NCIS para ter uma expressiva audiência de mais de 16 milhões de telespectadores (foi a audiência mais alta da temporada para uma série estreante). Porém, a sua exibição regular acontecerá nas noites das segundas-feiras, ocupando o horário da (quase) finada Hostages. Isso significa enfrentar a líder de audiência The Blacklist (NBC). Resta saber se a série tem esse gás todo para bater de frente com Raymond Reddington e companhia.

Bom, se serve como referência, o piloto de Intelligence é muito melhor que o piloto de Hostages. Ou seja, há mais potencial de dar certo.