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O TV Land está se modernizando, e não falo isso porque o canal recentemente repaginou a sua identidade visual. Com o fim da sua primeira série original (Hot in Cleveland), chegou a hora de dar o próximo passo, mostrando as suas novas diretrizes, deixando de ser um canal pensado nas comédias clássicas para apostar em produções com linguagem mais moderna e temas mais contemporâneos. E a primeira série dessa nova fase é Impastor.

Que também pode ser conhecida como ‘é tão fora da realidade, que você vai assistir, apenas pela curiosidade mórbida’.

Impastor mostra a vida de Buddy Dobbs (Michael Rosembaum), um trapaceiro/vagabundo/golpista/vigarista, cheio de dívidas, sem grana, sem mulher, sem vida. Como está completamente sem rumo e sem motivações para seguir em frente, ele decide se matar. Mas é impedido por um desconhecido, um tanto quanto atrapalhado, que na tentativa de fazer essa boa ação, acaba ‘se matando’.

Buddy vê nesse infeliz incidente a oportunidade de mudar a sua vida, e recomeçar. Assume a identidade do falecido, e com o passar do tempo, vai descobrindo sobre sua nova vida. Porém, no processo, ele descobre também que seu novo estilo de vida será completamente diferente daquele que ele levava, uma vez que ele vai se tornar um pastor gay em uma pequena comunidade.

Se já não bastasse a surrealidade da situação, Buddy descobre que foi escolhido pela internet, que seus mais próximos colaboradores (homens e mulheres) estão doidos para dar para ele, e que na base da c*g*d* ele realmente consegue contribuir positivamente para aquela comunidade. E decide ficar por lá para ver o que acontece.

É claro que o mar de prosperidade de sua nova vida estará constantemente ameaçado por conta do passado que pode vir de tempos em tempos para assombrá-lo.

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Eu não desgostei completamente de Impastor, mas acho que algumas pessoas vão torcer o nariz para a série. Apesar de entender toda a proposta geral, não vi a série exatamente engraçada para o grande público. Eu acho que o piloto – que foi liberado antes da sua estreia oficial, que acontece no dia 15 de julho nos Estados Unidos – tem o tipo de humor peculiar, com piadas menos óbvias e mais espirituosas. E não é todo mundo que vai gostar desse tipo de humor.

Sem falar que esse é o tipo de plot já batido no mundo do entretenimento: o cara que assume a identidade de alguém que morreu para começar uma vida nova. Ok, temos alguns elementos mais contemporâneos para dar identidade à série (pastor gay escolhido pela internet, por exemplo). Mesmo assim, não é algo 100% novo, que vai te fazer parar por 30 minutos para ver cada episódio exibido antes de qualquer outra coisa que você já assiste hoje.

De qualquer forma, não é um piloto ruim. Tudo funciona como o esperado, onde o elenco também se mostra bem competente e equilibrado. O roteiro do episódio também pode ser considerado como razoável, e até convida o telespectador a assistir o segundo episódio.

Enfim, recomendo que ao menos veja o piloto de Impastor. Afinal de contas, ‘vai que cola’ (ok, esse é o nome de outra comédia). Nesse caso, muito vai do gosto de quem está vendo. Se esse for o estilo de comédia que você gosta, pode render algo. Se não for, não precisa perder muito tempo com essa.

A não ser que seja renovada e todo mudo comece a falar bem de uma primeira temporada surpreendente.