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Alienígenas caçando humanos. Quantas vezes você já viu isso?

Eu tento ter uma imensa boa vontade com séries de ficção científica. Tento comprar a ideia, abraçar a causa, embarcar na viagem. Mas a cada série fica difícil a coisa. No caso de Hunters, nova série do Syfy, nem acho que o resultado final seja algo terrível, mas… não desce. Ok, tem gente que vai gostar. Eu compreendo. E acho até que passa raspando na média da primeira prova. Mas, honestamente… as primeiras impressões me são insuficientes para dizer “ok, quero ver o segundo”.

Hunters conta a história de um policial, que acaba sendo “promovido” para uma divisão de elite do governo, que desde 2009 monitora e combate a presença dos “hunters”, seres de outro planeta que se infiltraram na comunidade com uma missão onde um dos propósitos é acabar com a raça humana. Uma forte motivação para que nosso protagonista aceite o novo emprego é que a sua esposa, legista que encontra as anormalidades desses seres, é sequestrada, e naturalmente ele vai atrás dela.

O problema é que membros do próprio governo norte-americano está envolvido do lado dos alienígenas (e como não?), o que torna as coisas ainda mais complicadas para nosso herói, que pode ser traído a qualquer momento por aqueles que ele acredita que estão do seu lado nessa complicada missão. Ele pode ser sabotado, enganado e traído por qualquer um dos integrantes do seu novo time, ou até mesmo a tecnologia reversa pensada em pegar os “hunters” pode falar.

Mas você vai ter que assistir para ver o que vai acontecer. Ou não. Pode simplesmente deixar quieto.

Hunters nem é o caso de ser um piloto ruim, como já disse. A produção, que é uma parceria entre Estados Unidos e Austrália (estranho isso, mas tudo bem), até que é bem feita, maneirando nos efeitos visuais toscos, e com um bom resultado final em linhas gerais. O que realmente atrapalha e muito é a história de um modo geral. Fora o fato de ter um monte de alienígenas querendo exterminar humanos, essa série não apresenta nada realmente novo.

O elenco também não ajuda. Poucos ali são carismáticos o suficiente para você se importar pelas suas respectivas causas. Nem mesmo a filha adotada, que beira à chata revoltada e nada mais. Os protagonistas também caem rapidamente na zona da pasmaceira, e apesar da trama tentar ser interessante justamente pelo fator da conspiração já armada, falta talvez um maior sentido de urgência do marido tentar tirar a mulher a todo custo das mãos dos “hunters”. Ok, a galera vai ficar curiosa sobre os motivos pelos quais ela foi sequestrada e não morta – que foge um pouco do padrão de comportamento dos alienígenas, que matam primeiro e perguntam depois -, mas… mesmo assim…

Hunters não é a série que me alcança como público-alvo. Se estivesse vivo, com certeza o Fabiano Costa defenderia essa série com todas as suas forças. Ele é o público-alvo. Se você curte tramas de ficção, ou séries comuns com algum plot mais fantasioso, essa série pode ser a sua pedida. Já eu tenho outros gostos e prioridades.

Mas vale a recomendação. Não é aquela série que já detonaria logo de cara. Veja pelo menos os dois primeiros se você já se interessa pelo assunto. Acho que as chances de você continuar com a série até que são consideráveis.