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A CBS, que é líder entre os canais abertos norte-americanos, se dá ao luxo de apresentar novas séries sem muito medo de cancelar logo depois. Pode ser o destino de Golden Boy, nova série policial do canal, que oferece um piloto que até começa promissor, mas depois se arrasta na questão “qual o tipo de policial que você quer ser quando crescer”?

A série conta a história do comissário da Polícia de Nova York, Walter William Clark Jr (Theo James), que conta para um jornalista como chegou até o posto com apenas 34 anos de idade. A acensão de Clark é simplesmente meteórica, e ele é o mais jovem comissário da Polícia de NYC em quase 200 anos de existência do departamento. Logo, é natural que sua história chame a atenção de todos. E ele já começa com a questão que pode dar o tom da série: a dualidade entre ser o policial corrupto, que usa de artimanhas ilegais para ser eficiente, e do policial que se importa com as vítimas para fazer valer o seu cargo, resolvendo casos.

Então, vamos conhecer o que Clark fez para chegar até lá. Para isso, ele é transferido para o departamento de Homicídios, depois de salvar de forma heroica a vítima de um assalto, mas perdendo o seu parceiro em uma troca de tiros com os bandidos. Na Homicídios (um dos departamentos mais cruéis da polícia), ele se depara com dois opostos: Tony Arroyo (Kevin Alejandro), policial malandro, que quer sempre ir “no vácuo” e usar métodos pouco religiosos para solucionar os crimes, e Don Owen (Chi McBdride), policial veterano, que se importa mais com os casos que realmente valem a pena ser resolvidos, e utiliza dessa sensibilidade para solucionar os casos.

Cabe à Clark (que não é o Kent) escolher qual caminho seguir. São dois caminhos bem diferentes que vão ajudar a formar o seu caráter. Do seu lado, ele possui aquilo que poucos na polícia de NYC possuem: um raciocínio rápido, uma visão mais periférica de uma investigação, e uma absurda habilidade com armas (a primeira cena desse piloto prova isso).  O que resta é o “ajuste fino”, e é isso que a série convida ao telespectador a acompanhar.

O negócio é o seguinte: a CBS é especialista em procedural dramas, ou seja, se der certo, não será nenhuma surpresa. Porém, o piloto não prende o telespectador. O argumento não chega a ser algo interessante o suficiente para me manter preso todas as semanas para assistir a série. Os personagens centrais até podem chamar a atenção, e são bem sacados, mas me desanimou saber que Clark vai ser (desculpe o uso da palavra a seguir) “o fodão”, que consegue atirar em bandidos mesmo com uma vítima de sequestro bem na frente dele, ou que ele será capaz de resolver todos os casos sozinho, mesmo com todas as cagadas que ele vai cometer no meio do caminho.

Em alguns momentos, o desgaste desse piloto foi tão grande, que pensei estar assistindo a um episódio de The Mentalist. Mas, de novo, estamos diante de uma série investigativa, algo que a audiência da CBS adora, e que quem gosta desse tipo de série por aqui também pode gostar. Logo, é mais uma que, para quem aguenta o Simon Baker, pode cair no gosto sem muitas dificuldades.

Golden Boy chega para ser uma alternativa da CBS. Não tem muitos compromissos em ser renovada ou cancelada. Até porque ela pode tomar o lugar de Vegas, que na opinião dos sites especializados, pode ser cancelada a qualquer momento. Vamos esperar as próximas semanas para ver o que vai acontecer.