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Eu sei. Eu levei quase mês para ver o piloto dessa série. Podem me xingar, mas enquanto o SpinOff não me der dinheiro em tempo integral, eu vou seguir estabelecendo outras prioridades. De qualquer forma, me puno aqui diante do público por atrasar tanto um post de primeiras impressões. Em compensação, tenho coisas positivas para dizer de From Dusk till Dawn, novo drama original da Netflix.

A série é baseada na comic book “From Dusk till Dawn”, que por sua vez, deu origem ao filme “Um Drink no Inferno” (1996), escrito por Quentin Tarantino e dirigido por Robert Rodriguez. Aliás, Rodriguez atua como produtor executivo da série, além de dirigir três dos quatro episódios já liberados da produção (dessa vez, a Netflix está adotando a estratégia de liberar um episódio por semana, e não todos de uma única vez).

A história já é conhecida de muitos, mas vala a pena dar uma breve revisada. A série conta a trajetória dos criminosos irmãos Geckp. Seth é apenas um bandido pseudo sofisticado, que quer viver de grandes golpes, montado na grana. O único problema é que ele tem que lidar com o seu violento e imprevisível irmão, Richie, que também é procurado pelo FBI.

O que Seth não sabe é que Richie é uma alma atormentada por forças sobrenaturais de várias espécies, que invadem a sua mente, sugestionando eventos futuros e até mesmo que ele puxe o gatilho de forma premeditada. Somado à isso, Seth e Richie serão fatalmente perseguidos pelo derramamento de sangue que eles vão deixar ao longo da jornada deles, onde muitos virão cobrar que a justiça seja feita. Vivos ou mortos.

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Vou confessar que não é o tipo de produção que me atrai muito. Porém, nem por isso vou deixar de elogiar o trabalho feito pela Netflix. Para começar, o piloto “grita” Robert Rodriguez, mas por um bom motivo. Para quem já viu pelo menos um de seus filmes (El Mariachi, Um Drink no Inferno, A Balada do Pistoleiro, etc), verá que toda a roteirização e estética da série tem a sua assinatura. E isso é algo muito positivo.

Além disso, podemos mais uma vez comprovar que é sim possível fazer algo minimamente interessante para a TV sem contar com muitos recursos financeiros. Sim, pois apesar da Netflix ter grandes lucros, não dá para comparar o investimento deles nas produções com os realizados – por exemplo – pela CBS/Warner, Fox ou ABC. Logo, partindo por essa premissa, o piloto de From Dusk é bem feito.

Tudo bem, alguns podem detectar algumas cenas um tanto quanto exageradas, quase beirando um “faroeste macarrônico” (faz tempo que queria utilizar esse termo no blog…). Por exemplo, armas voando, e um Texas Ranger quase morto pegar essa arma NO AR, e já sair atirando. Ou a própria cena de tiroteio em câmera lenta. Não vou te julgar se você achar isso ruim. Porém, eu repito: essas são assinaturas de Robert Rodriguez, e com o tempo, você tem grandes chances de aprender a amar esses clichês.

Sem falar que tem o Fez do That ’70s Show (Wilmer Valderrama) como mega traficante de drogas. Ou seja, são dois atrativos interessantes, para dizer o mínimo.

No final das contas, o piloto de “Um Drink no Inferno” da Netflix tem saldo positivo. Confesso que não vou acompanhar a série porque tenho outras prioridades. Mas se você gosta de séries que envolvam tiros, garotas em boate, Texas Rangers, mais tiros, sangue e eventos sobrenaturais, acho que a série tem grandes chances de entrar na sua grade de programação.