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A summer season começou (apesar de estar passando um frio absurdo no Paraná).

A AMC apresenta nesse início de temporada no verão norte-americano um dos seus dramas mais “acessíveis” dos últimos tempos. Feed the Beast tem um tema adulto, mas um pano de fundo que está na moda: a gastronomia. Além disso, aproveita bem as tragédias pessoais dos seus protagonistas para contar uma história de recomeço, de reconstrução de vidas. Mas nem sempre escolhendo o caminho mais ético.

Tommy Moran (David Schwimmer) e Dion Patras (Jim Sturgess) são duas pessoas problemáticas, que precisam lidar com suas tragédias pessoais e seguir em frente com suas vidas.

Dion é um cara instável: mal saiu da cadeia, e não consegue ficar longe de problemas. Aliás, ele só saiu da cadeia por bom comportamento, e porque seu ofício de chef de cozinha ajudou a reduzir a pena. Já Tommy é um enólogo que perdeu a esposa de forma precoce, e não consegue superar essa perda. Precisa se manter firme para poder cuidar do filho pequeno, mas a ausência de sua esposa (e o alcoolismo) não ajudam muito.

Os dois se reencontram depois de anos, após Dion sair da cadeia. Depois de discutirem o passado e o presente, eles decidem abrir de forma insana um novo restaurante em Nova York, oferecendo culinária de boa qualidade com um toque mais popular. Mas… como conseguir o dinheiro, sendo que os dois estão quebrados?

Como eles são mais espertos que as meninas de 2 Broke Girls, eles decidem ir pela via mais perigosa de todas: o mundo da criminalidade, corrupção policial, tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. Eles atuarão como intermediários para essas atividades criminais e, dessa forma, vão levantar o capital para iniciar o empreendimento de suas vidas.

Porém, essa decisão cobra um preço alto: as pessoas que Tommy e Dion procuram vão envolvê-los em situações limite, exigindo dos dois um comprometimento que vai além das funções culinárias. Sem falar que o futuro restaurante tem todo o potencial para servir de cenário principal para as transações criminosas dos envolvidos.

 

Vale a pena conferir?

Feed the Beast tem um plot bem interessante, e todo o potencial para se tornar a nova série queridinha do AMC. Os protagonistas são interessantes, seus dramas pessoais são próximos daquilo que chamo de “palpável” (o reino de Westeros não é acessível para todo mundo), e suas motivações para a criação do restaurante são factíveis e até criativas sob determinados aspectos.

O piloto não te cansa, passa bem rápido, os diálogos são muito bons, o texto é bem construído… enfim, é uma série onde entrega tudo certo, na medida certa. Sem falar que Jim Sturgess e David Schwimmer se mostram ótimos atores ao longo do episódio piloto. Os dois tem todo o potencial para oferecerem à trama o nível de credibilidade que a história pede.

Pode ser um pouco cedo para dizer, mas acho que vale a pena dar uma chance para Feed the Beast. Apenas pela trama criada logo de cara, onde temos tudo para ver conflitos para todos os gostos, podemos esperar uma série com uma trama um pouco mais elaborada. Entendo que os roteiristas vão precisar de criatividade para encontrar esses conflitos e suas eventuais soluções. Mas pelo menos as primeiras impressões deixadas são animadoras.