Quem matou Vivian Bowers? Essa é a pergunta principal de Deception, drama recém estreado pela NBC. Devo confessar que não achei o piloto tão ruim assim (apesar de não ser a série que vou acompanhar nessa temporada), mas também confesso que vou usar esse post para fazer uma revisão de todas as informações apresentadas em seu piloto. É tanta coisa, que acho que vou me esquecer de algo.

A personagem principal da trama é Joanna Locasto (Megan Good), detetive da polícia de San Francisco, e uma das melhores (senão, a melhor) amiga da vítima. Ela entra no caso justamente por conhecer a fundo (nem tanto) o passado de Vivian, que morreu supostamente por efeitos de drogas/overdose (mas é óbvio que isso não aconteceu), e é escalada para se infiltrar na família Bowers, para descobrir quem é o assassino. Ou assassina. Mal sabe Joanna que vai encontrar uma família totalmente disfuncional e destruída, que vive da pose de ricos e poderosos.

Robert Bowers (Victor Garber) é pai de Vivian, e dono de uma empresa farmacêutica que está envolvida em uma fraude de desenvolvimento de remédios falsos, que está matando um monte de asiáticos. Robert é casado com Sophia, a sua segunda mulher (a mãe de Vivian faleceu), e vive com seu filho Edward (Tate Donovan), o seu filho mais novo, Julian (Wes Brown), ambos do primeiro casamento, e sua filha Mia (Ella Rae Peck)… bom, aqui não podemos bem chamar de “filha”. Ela é filha de criação de Robert e Sophia, pois na verdade, Mia é filha biológica de Vivian com o seu próprio irmão, Julian, que por sua vez, ainda tem um filho com sua ex-esposa, Samantha (Marin Hinkle).

Já Joanna também tem um passado meio complicado. Sua amizade com Vivian acabou por causa dessa gravidez da amiga, com o irmão dela. Ela foi embora, e nesse meio tempo, se envolveu com o agente Will (Laz Alonso), que hoje é o chefe das investigações da morte de Vivian. Ela teve um caso com o irmão de Vivian, e começa a descobrir no meio do caminho o que aconteceu na lacuna de 15 anos que ela ficou longe da amiga. Sem falar nos podres dos demais familiares: uma segunda esposa bêbada, um irmão mais velho drogada, uma irmã mais nova que é um projeto de viciada em drogas em potencial, um patriarca da família corrupto… e aí temos todos os elementos de Deception.

A série é mais uma que segue a fórmula de “novela semanal”, que faz com que a audiência tenha que ficar a cada semana acompanhando o que vai acontecer. É a fórmula de série que deu certo com Revenge, e pelo visto, todo canal vai tentar nessa temporada. Não achei o piloto ruim. Para mim, foi um episódio normal. O único grande problema é que, para uma introdução de história, eles adicionaram um volume muito grande de informações, e se você não ficar atento, você pode perder alguma informação que pode ser relevante, pelo menos para esse começo de história. Logo, não pense em ir ao banheiro ou buscar alguma coisa para comer durante piloto (e, se for, pause o vídeo antes).

Resta saber se a audiência da NBC compra a proposta da série. Com uma estreia com 5.6 milhões de espectadores, não dá para ter uma perspectiva que vai ser um grande sucesso. Talvez Deception tenha mesmo que apostar na proposta do “o telespectador tem que virar investigador” para responder a pergunta “quem matou Vivian Bowers?”. Além de, é claro, não colocar tantos elementos para a solução do mistério em um único episódio. Caso contrário, o telespectador vai ter que assistir a série com um bloquinho de anotações na mão.

Mas, enfim, recomendo que vejam o piloto. Quem gostou de Revenge pode vir a gostar de Deception. E quem gosta de séries que tem uma única pergunta a ser respondida na temporada, a produção da NBC é um prato cheio. Suspeitos pela morte de Vivian não faltam.