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Mais uma série que o Syfy importa do Canadá, ‘só pra garantir’. Dark Matter entra na lista de mais uma das séries que mostram claramente que tem alguém no ‘canal Syfilis’ que está pensando direito, ou seja, nem tudo pode ser tosco que nem Olympus, e nem tudo pode ser bagaceira que nem Sharknado. Algum mínimo de qualidade precisa ser apresentada.

Dark Matter é baseada na história em quadrinhos do mesmo nome, e no piloto mostra um grupo de seis pessoas que acordam dentro de uma nave, sem fazer a menor ideia do por que estão lá, como pararam lá, e o que estão fazendo lá. Então, eles são atacados por outra nave, pilotada por um androide. O androide invade a nave deles, mas como eles são fodas (mesmo sem saber o que estão fazendo lá), eles derrotam o inimigo, reprogramando-o para que ele obedeça as ordens deles.

Depois, eles descem em uma colônia ou planeta que está esperando por um carregamento de armas do mesmo tipo que eles estão carregando, para se defenderem de uma ameaça que está chegando. O que eles não esperavam é que a nave onde eles acordaram contavam com os arquivos do histórico deles, revelando que cinco deles eram assassinos procurados.

Pior: sabe o local onde eles foram entregar as tais armas? Pois é: a ameaça que eles esperavam eram os próprios desconhecidos. E aquela comunidade daquele planeta está prontinha para matá-los!

Apesar do samba do crioulo afro-descendente doido com alguns problemas mentais (sim… o mundo do politicamente correto é chato demais), Dark Matter tem um piloto até competente. Não acho que é tão bom piloto como Killjoys (que, como já disse, também não é o novo Breaking Bad, mas é boa no meu entendimento), mas é um piloto que passa no desafio do ‘não fiquei o tempo todo olhando para o relógio para saber quando esse piloto vai terminar’.

A produção da série – de novo, canadense, pois se deixasse na mão do Syfy, o chroma key ia comer solto – parece ser bem decente, apesar dos elementos digitalizados. Acho que a ambientação feita na série foi bacana, principalmente nas cenas dentro da nave e no espaço. Mas a melhor parte (e foi aí que eu disse ‘é isso o que queremos ver’) é quando olhamos para o androide (ou ‘a’ androide, já que é uma mulher) tendo sua mão decepada.

Não que sejam uma grande coisa em um piloto, mas ver uma prótese de uma mão decepada caindo não foi algo tão ruim assim. Pelo menos nesse caso.

Mais uma vez temos um elenco que parece ser equilibrado e carismático o suficiente. Tem pelo menos um personagem como ‘alívio cômico’ por assim dizer (apesar de não ser explicitamente engraçado), e outro personagem que é o contraponto disso – quase nada fala, mas é o ‘badass motherfucker’ da coisa toda… ou um deles, já que todos são meio fodões.

E este é mais um piloto do Syfy (de uma série canadense) que eu aprovo. Dark Matter também tem boas chances de agradar ao público segmentado do canal, apesar da baixa audiência dos dois primeiros episódios. Para quem é fã do gênero, recomendo que pelo menos confira o piloto. Não são 42 minutos perdidos na sua vida.