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E temos mais um CSI para os fãs chamarem de ‘seu’. Com a iminência do fim da franquia principal – que está no ar desde 2000 (15 temporadas), CSI Cyber é o primeiro spinoff a não receber um nome de uma cidade, e é o primeiro a ter um tema como pano de fundo: os crimes cibernéticos.

A série mostra a divisão do FBI instalada em Quantico, Virginia, que é especializada nos crimes cibernéticos – e, nesse caso, entra nessa lista os crimes que usam qualquer tipo de tecnologia conectada, e não necessariamente os crimes pela internet. Essa divisão é chefiada pela Agente Avery Ryan (Patricia Arquette), psicóloga de Nova York que, no passado, foi vítima de um hacker, que vazou as informações de todos os seus pacientes, fazendo inclusive com que um deles fosse assassinato.

O time inclui o agente sênior de campo Elijah Mundo (James Van Der Beek), que além de ser envolvido em tecnologia, é o cara que não tem medo de pegar em armas e atirar. Mas nas horas vagas adora jogar um videogame. O chefe de Avery, Simon Sifter (Peter MacNichol) é um pouco cético sobre as suas intuições para os crimes, mas ainda assim acredita na sua capacidade investigativa.

Completam a equipe o gordo hacker, o negro novato e a viciada em computadores de cabelo esquisito. Ou seja, todas as cotas e esteriótipos são democraticamente cobertos na série. E todos eles contam com o mesmo objetivo: pegar os criminosos que usam a internet e a tecnologia para violar a lei. E eles vão usar de muita tecnologia para pegar esses criminosos.

Bom, o que dizer de CSI Cyber? Eu sou viciado em tecnologia, trabalho com isso, e isso paga as minhas contas. Logo, não será surpresa para vocês eu dizer que gostei do piloto (e surpreendentemente ter detestado o piloto de Scorpion, que tem a mesma temática). Mas vou deixar de lado o meu lado geek, e analisar a série como uma série de TV.

Estamos diante de mais um CSI, mas dessa vez com um tema muito específico de pano de fundo. A estrutura básica da série é a mesma das outras franquias: caso do dia, cena do crime, buscam pistas, vão atrás dos suspeitos, pegam os suspeitos, resolvem o caso do dia. A série não tem nenhum elemento inovador para se diferenciar das demais. E até entendo a escolha da CBS nesse aspecto: ninguém mexe em time que está ganhando.

E como estamos falando da audiência da CBS, que já comprou esse formato de série há décadas, não há por que mudar, certo?

Um detalhe interessante que foi observado no piloto. Assim como em Scorpion, boa parte da resolução dos problemas acontecem em ações de campo, e não atrás de um computador. Acho legal a série tentar dar o recado que, apesar dos crimes serem cibernéticos (ou utilizarem a tecnologia para que os criminosos realizem os delitos), as resoluções envolvem a ação real, o que torna a série um pouco mais dinâmica.

Obviamente, não espero ver alguém conectando um computador em um avião através de um cabo de rede.

Outro elemento que pode fazer CSI Cyber dar certo é o seu elenco. Se não bastasse contar com nomes de peso, a série tem a atual vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante – Patricia Arquette -, o sempre carismático James Van Der “eterno Dawson” Beek e o ótimo Peter MacNichol. Isso deve ajudar na visibilidade da série, e por tabela, uma renovação para uma segunda temporada sem maiores dificuldades.

Por fim, CSI Cyber tem tudo o que o seu público-alvo deseja: uma série investigativa com vários computadores e smartphones, e alguma ação para complementar. Entendo que muita gente esperava algo mais, mas estamos falando de CSI e da CBS. E essa é uma dupla que dá certo na TV norte-americana há 15 anos.

Parabéns, Jerry Bruckheimer, por mais uma série em exibição na TV.