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A NBC, muito camarada, liberou bem antes do tempo o piloto de Crisis, que só estreia nos Estados Unidos no dia 16 de março. Levando em consideração que ainda não temos o termômetro do público norte-americano sobre a produção, vamos tentar decifrar o que diabos aconteceu nesse piloto, que é confuso (quase que) de propósito, para que você se sinta instigado a ver o próximo episódio.

O que acontece é o seguinte: um ônibus cheio de estudantes é sequestrado em Washington, D.C. Dentro desse ônibus, entre outros adolescentes insuportáveis, temos o filho do presidente dos Estados Unidos (e como não?) e a filha de uma CEO de uma importante empresa de tecnologia. Membros do Serviço Secreto norte-americano estão envolvidos no crime, e para facilitar o sequestro, um agente novato é escalado para fazer a escolta desse ônibus, logo no primeiro dia.

Acontece que esse novato (que obviamente foi enganado) vai se envolver com o problema mais do que ele esperava. Ele conseguiu escapar da emboscada com um dos alunos, que por sua vez, é filho de um dos traidores do governo, que ajuda o arquiteto do sequestro a conduzir os seus planos (que ainda não foram revelados na íntegra).

Nesse meio tempo, a agente do FBI, Susie Dunn (Rachel Taylor), é quem vai tomar a frente dessa investigação. Susie é irmã de Meg Fitch (Gillian Anderson), a tal CEO da empresa de TI, que tem uma filha no ônibus. Susie e Meg simplesmente não se toleram, mas depois descobrimos que a própria Susie tem um interesse pessoal em relação à uma das alunas sequestradas.

A tônica da série está no propósito em descobrir quem está traindo quem, por que essas crianças foram sequestradas, e como todos os envolvidos estão relacionados ao cenário de crise montado.

Sim, eu sei… é uma bagunça mesmo…

O piloto de Crisis é um tanto quanto confuso (tudo bem, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo… mesmo assim…), e apresentam coisas muito desconexas da realidade. Primeiro, um filho de um presidente dos EUA dificilmente recebe uma educação em uma escola “comum” (apesar do colégio apresentado pela série apresentar um padrão acima da média), e muito dificilmente iria para a escola (ou mesmo em excursão escolar) em um ônibus escolar comum, mesmo que o objetivo fosse para socializar com outros estudantes.

Mesmo assim, até aí, vai…

Porém, o lance do agente do Serviço Secreto levar um tiro, ficar ferido, e conseguir fugir  CORRENDO com o aluno gordinho do ônibus? Isso foi de uma forçada que… enfim…

Mesmo com tais barrigas, o piloto de Crisis não é ruim. Só é um pouco confuso mesmo. E até acho que isso foi feito “de propósito”, para segurar o telespectador. Nenhum pecado em relação à isso. Aliás, entendo a aposta na série: além de um elenco com nomes conhecidos do grande público (Gillian Anderson, Rachel Taylor, James Lafferty, entre outros), é mais um procedural, que é um tipo de série que está dando certo no canal (The Blacklist, Law & Order: SVU, Chicago PD, etc). Ou seja, para um canal que não é toda série que dá certo, a aposta nessa produção está mais do que justificada.

Porém, é difícil dizer se vai ou não dar certo. A premissa é até interessante, mas precisa ser melhor elaborada e executada. Caso contrário, vai virar a série do “corre-corre”. Os bandidos correndo de um lado (alguns passos à frente), o FBI (burro como conhecemos), correndo para outro, com poucos progressos (que, quando acontecem, apresentam soluções absurdas na maioria dos casos).

De qualquer forma, assista o piloto. O máximo que você tem a perder são 42 minutos. Vai que você gosta do ritmo da série, e resolve continuar, não é mesmo?