Os bombeiros são vistos como verdadeiros heróis nos Estados Unidos, principalmente depois de 11 de setembro de 2001. Logo, fica teoricamente fácil para qualquer canal produzir uma série sobre o tema, em diferentes cidades dos Estados Unidos. O problema é fazer isso de forma que envolva o telespectador, tornando a série interessante tanto na ação envolvida pela profissão, quanto nos dramas pessoais. E é aqui que a nova série da NBC, Chicago Fire, escorrega feio.

A série mostra o cotidiano e os dramas da estação 63 do Departamento de Bombeiros de Chicago, onde após a morte acidental de um dos integrantes da equipe, acontece um verdadeiro racha entre dois grupos, que ficam trocando farpas e acusações sobre a morte do colega. No meio de tudo isso, chega o novo membro da equipe, Peter Mills (Charlie Barnett), o novato entusiasmado, observador, e decisivo para ajudar as duas equipes logo no primeiro dia de trabalho. Inclua a dupla de paramédicas que quase matam uma vítima no episódio piloto, e o chefe que tenta unir novamente a equipe, e pronto: temos o episódio piloto de Chicago Fire, e sem contar muitos spoilers.

Diferente de outros pilotos (e como você já pode notar a essa altura do texto), eu não consegui me concentrar muito nas subtramas. Não por desleixo da minha parte, mas porque elas são totalmente desinteressantes e desnecessárias. O fim de um noivado, a equipe de bombeiros passando pegadinhas no novato, o bombeiro veterano que perdeu a casa, o outro chefe de equipe de bombeiros que se droga… nada disso foi interessante o suficiente para me prender ao episódio. Tudo isso, na minha opinião, foi muito chato e sonolento.

Em compensação, as cenas de ação são boas. A NBC fez um trabalho bem razoável nas cenas de incêndio e acidentes, que dependem do atendimento dos paramédicos. Até mesmo na cena da morte de um dos bombeiros, eles fizeram o serviço direito com o pessoal da computação gráfica. E sim, amigos… eles não pouparam no uso do fogo e da fumaça. Afinal, estamos falando de uma série sobre bombeiros, não é mesmo?

Acho que o grande problema do piloto de Chicago Fire está mesmo nos dramas pessoais dos personagens, tal como citei um pouco antes. Esses dramas quebram um pouco o ritmo do episódio, que até começa bem, mas vai caindo de forma considerável, quase chegando ao ponto do insuportável. Antes de 30 minutos de episódio, eu já queria parar a sua reprodução, pois estava mesmo difícil de aturar.

Não tenho nem muito para escrever sobre a série. Particularmente, apesar de ser bem intencionada, não vou seguir em frente. Pode ser que tenha público, pois vai na esteira de séries que seguiram mais ou menos a mesma temática, como 3rd Watch e Rescue Me, mas muito inferior do que as duas séries citadas. Eu torço para que as tramas paralelas sejam mais interessantes, e que se desenvolvam de forma efetiva ao longo dos próximos episódios. Caso contrário, não creio que terá vida fácil na grade de programação dos Estados Unidos.

Olha só… mais de 500 palavras com um piloto que quase me fez dormir! Nada mal…