blindspot

A fall season começou com o vazamento de Supergirl, e a NBC decidiu surfar na mesma onda, e testar no mundo real uma das suas séries mais promissoras para a temporada que vai começar. Blindspot não é só a série da Lady Sif tatuada. Também não é uma série ‘meu Deus, é a nova Breaking Bad’. Mas dentro da sua proposta – e naquilo que o canal do pavão deseja apresentar para essa série -, é muito promissora, com grandes chances de vingar.

A série é centrada na personagem de Jaimie Alexander, que no começo é denominada como ‘Jane Doe’ (ou ‘Joana Ninguém’, a derivação feminina de John Doe – João Ninguém -, termo utilizado para denominar uma pessoa com identidade desconhecida nos Estados Unidos). Ninguém sabe quem é ela, nem ela mesma. Porém, ela foi encontrada no meio da Times Square de Nova York, dentro de uma sacola de viagem. E cheia de tatuagens.

As tatuagens de Jane foram feitas recentemente, e na verdade são pistas de ameaças que precisam ser evitadas. Essas ameaças estão conectadas à uma grande conspiração que será revelada mais adiante, e a primeira grande pista desse mistério é um nome: Kurt Weller (Sullivan Stapleton), agente do FBI. O nome dele está tatuado em letras garrafais nas costas de Jane, logo, rapidamente se entende que eles precisam trabalhar juntos.

E isso acontece. Até porque, sem isso, não tem série.

Com o avanço das missões, Jane vai descobrindo mais e mais detalhes sobre ela mesma, o seu passado, e o que representa tudo aquilo em seu corpo. Sua memória vai revelando flashes do seu passado, assim como ela vai descobrindo as suas habilidades, algo que será bem útil para solucionar as tramas e os mistérios que envolvem os dois (e outras pessoas dentro do FBI, já que nem todo mundo é santinho).

Particularmente, gostei de Blindspot. A trama em si não tem nada de muito especial ou inovador, mas se destaca positivamente por ser muito bem produzida, contar com um roteiro bem montado, com bons diálogos e personagens interessantes. É claro que tem todas as chances do mundo de oferecer inconsistências nos seus plots e alguns absurdos nas suas resoluções. Mas pelo menos o piloto é bem redondo nesse aspecto, não oferecendo grandes problemas.

O elenco principal é crível e carismático. As pessoas já gostam muito da menina Lady Sif, e esse pode ser mais um fator para atrair a audiência. Deve se aproveitar muito bem do fato que será exibida nas noites de segunda-feira, logo após o megahit The Voice, e isso deve ajudar a série a obter uma renovação sem maiores dificuldades.

Por outro lado, vamos aguardar. As coisas são sempre muito estranhas na NBC, e as chances do grande público não entender qual é a de Blindspot existem. Mas acredito que este será um dos acertos do canal do pavão para a próxima temporada. Não apenas um acerto por aprovarem uma série como essa, mas também a escolha de horário. Sem falar que o piloto é bom o suficiente para que muita gente diga ‘quero ver o próximo’.

Blindspot é a série que grita Fabiano Costa. Recomendaria para ele de olhos fechados, por acreditar que ele se apegaria à mesma sem maiores dificuldades. Porém, diferente de outras produções de gosto duvidoso que o próprio Fabiano assiste, o drama da NBC oferece argumentos suficientes para que permaneça no ar com méritos. Não chama o telespectador de imbecil, oferece uma trama minimamente razoável, é bem feita… tem tudo para dar certo.

E olha que eu nem sou muito chegado aos procedurais genéricos.

Mas esse ao menos tem a Lady Sif! :)