BITTEN

Então… por onde começar? Mais uma vez eu me submeto ao sacrifício de ver certas coisas, para prestar o serviço de utilidade pública ao leitor, tentando alertar a população sobre perigos reais e imediatos. É o que acontece com Bitten, nova produção do SyFy, “importada” do canal canadense Space. Mas isso é o de menos, acredite.

Bitten é centrada na história de Elena Michaels (Laura Vandervoort), fotógrafa que vive em Toronto, com um namorado bacana, é bem sucedida profissionalmente, e tem uma vida estável. Exceto o fato que Elena é a única loba de sua espécie (como isso é possível? Quero dizer, todas as lobas nesse mundo hipotético foram extintas?).

Isso não impediu que Elena deixasse o seu grupo, vivendo uma vida “normal” (de vez em quando ela se transforma em uma loba digitalizada). Porém, quando uma humana é morta por um membro de outro grupo (um coiote, talvez…), ela precisa voltar ao seu bando, para ajudar a solucionar esse e outros mistérios.

Tá, eu sei… a premissa é uma bagunça. A série também, então, vamos usar de boa dose de sinceridade para opinar sobre os 43 longos minutos do piloto de Bitten.

A série é ruim. Ponto. Poderia parar aqui, mas isso não é o suficiente.

Eu pouco me importei com o drama de Elena, do fato dela ser uma loba, de ter que esconder tudo isso do namorado e de seus amigos e familiares, que ela tem um ex-namorado no grupo dela perdido em um lugar distante… não me importei com nada. Mesmo. Porque tudo é muito ruim na série.

O enredo da trama é ruim, com argumentos fracos, e algumas desculpas patéticas. O namorado de Elena é a Paloma (de Amor à Vida), mas vestindo calças e com cara de pamonha: ele acredita em qualquer bobagem que Elena conta para ele. Mais: acredita cegamente em uma mulher que sai do meio de uma transa para “fotografar modelos”, ou desaparece no meio da noite para correr por aí (em forma de loba digitalizada) e, na volta, não questiona isso!

E quando questiona, acredita na primeira desculpa que Elena conta.

Todo o elenco é abaixo da média. Caras canastronas e expressões de tensão feitas por alunos do Wolf Maia temos aos montes. Um festival de expressões faciais constrangedoras, e algumas afirmando “eu não gostaria de estar fazendo isso”.

Mas o que mais me deixa revoltado com o piloto de Bitten é o item “efeitos visuais”. Ou melhor, defeitos visuais.

Os animais são digitalizados! Eu tenho uma bronca disso tão grande, que vocês não imaginam. E olha, que os animais feitos pela série canadense oferecem um resultado melhor que aquela porcaria que vemos em Once Upon a Time. Porém… por que, Senhor?

Sem falar nas cenas de transformação dos humanos em lobos. Sem falar na cena final, com outro lobo digitalizado. Sem falar na aparição de um coiote brigando com um lobo (mostrando que os dois grupos são inimigos).

Enfim, Bitten tem a cara do SyFy. Não tenho paciência para séries desse tipo, e acho que até mesmo quem gosta de séries com enredos semelhantes não verá nada de especial nessa produção. Porém, não vai ser surpresa se aparecerem os fanboys da loba Elena me xingando por causa desse post. Para vocês, lamento pelas lesões cerebrais que vocês possuem, e eu já defeco e me locomovo para suas opiniões desde já.

Me recuso a discutir sobre uma série que contém lobos digitalizados.