Não se iluda: Animal Practice (NBC) não tem nada de “House dos animais”. Nada. A segunda pré-estreia da NBC teve uma boa audiência (mais de dois dígitos, média de 14 milhões), mas eu aposto que perde metade disso até a metade da temporada.

Resumindo a história: o Dr. George Coleman (Justin Kirk) é um veterinário que adora os animais, mas odeia os humanos, principalmente depois que sua ex-namorada (JoAnna Garcia) resolveu terminar com ele. Do nada, a ex-namorada herda o hospital veterinário de sua avó. E a partir daí, os acontecimentos unem os dois, em um ambiente que mistura tensão sexual e animais andando com um carrinho de brinquedo dentro do hospital.

Viu? Resumidamente, é isso.

Na minha opinião, Animal Practice não é uma ideia original, o que não significa que não poderia ser melhor executada. Sei lá, a cara do Dr. Coleman é insossa, ele realmente menospreza as pessoas, mas ao mesmo tempo ele insiste em tentar ser o maior pegador do hospital. Ou seja, não cola. Bom, quero dizer, cola a ponto da nossa amiga Trudy ter ficado com ele, e ainda ser caidinha por ele (vai entender o amor). Fora que o personagem do Dr. Yamamoto (Bobby Lee) é meio (tá, totalmente) desnecessário. Não sei porque toda série precisa ter ou o oriental estranho, ou o médico ultra burro e sensível, ou, no caso de Animal Practice, os dois.

Não consegui rir mesmo com o piloto de Animal Practice. Em nenhum segundo sequer. Mesmo com a piada do final do episódio, que foi a melhor (ou menos pior) de todo o piloto. Mas não odiei. Afinal de contas, o Dr. Coleman me irrita, mas não chega ao nível “Zooey Deschanel” de me tirar do sério. O máximo que a série me despertou foi a indiferença. E a indiferença do tipo “não vou continuar acompanhando, sem medo de ser feliz”.

Talvez Animal Practice melhore depois do piloto, mas pelo o que vi nos 20 minutos iniciais, a missão é árdua. Nem “pegada” para comédia romântica a série possui direito, e os elementos da trama, assim como os seus personagens, precisam ficar mais coesos e integrados. Diferente de Go On (NBC), que me fez dar boas risadas com piadas bem escritas, nada em Animal Practice me inspira a dizer que esta é uma comédia promissora. Nem mesmo o macaquinho, que é mais inteligente que o Dr. Yamamoto. E isso não é engraçado. É constrangedor.

Se for assistir, vá com o meu aviso de “você precisa gostar de histórias de animaizinhos fofinhos”. E olhe lá, porque até mesmo algumas pessoas simpatizantes desse grupo podem protestar.