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Temos aqui mais uma tentativa da NBC em apresentar uma série que envolve militares, teorias conspiratórias, pessoas falando outra língua… você já não viu isso em algum lugar? E olha que não estou falando de State of Affairs, hein… Enfim, com a summer season batendo na porta, o canal do pavão estreou American Odyssey, que não inova no formato, e é até repetitiva na aposta de alguns argumentos.

Uma divisão do exército está em um país do Oriente Médio, em pleno conflito armado. Essa divisão conseguiu pegar um líder de um grupo terrorista islâmico muito procurado, e quando eles acham que vão voltar para os Estados Unidos com honras de heróis, eles recebem um comando vindo de um superior para ‘esperar um pouco’, pois uma outra divisão vai vistoriar o local e coletar informações adicionais sobre a conquista deles.

O que esse grupo de soldados não imaginavam é que quem iria abordá-los no local é uma divisão de soldados particulares, enviado por um empresa que financia as ações terroristas no país. Resultado: mesmo os soldados se conhecendo, a ordem era para matar todo mundo, e a divisão de soldados do exército é dizimada. Todos, menos uma.

A Sargento Odelle Ballard consegue se salvar. Acaba ficando presa com uma família local, e vai se passar por uma das moradoras da região para tentar sobreviver. Nesse meio tempo, ela consegue enviar uma prova que está viva, e a notícia se espalha rapidamente. A ponto de chegar no ouvido dos militares envolvidos no ataque que acaba com a sua divisão.

Agora, Odelle precisa lutar pela sua sobrevivência, mostrar que está viva e provar que existe uma conspiração (ou traidores) dentro do Exército e da própria nação. Para isso, ela contará com a ajuda de um hacker (sempre tem que ter um), que vai usar dos seus conhecimentos para poder desmascarar essa grande tramoia armada para encobrir esse financiamento às forças armadas islâmicas.

American Odyssey até que é bem intencionada. A NBC jogou dinheiro na série, várias cenas de externas, e as cenas com diálogos internacionais até que estão convincentes. Porém, a série não cai fácil no gosto de todo mundo. É uma ‘Homeland wannabe’ sem Brody, com uma Carrie muito mais ‘normal’, sem Saul, e sem CIA que não acredita em ninguém. Ou seja, só aí já temos uma ausência de elementos importantes.

Se não é o bastante, a impressão que dá de American Odyssey é que a NBC até que se esforça em oferecer uma boa série dramática. Por outro lado, as formulas são batidas. A militar que fica esquecida, a grande conspiração contra o governo dos Estados Unidos, militares sussurrando pelo telefone, o plot dos traidores dentro do governo, crianças estrangeiras falando algum idioma árabe e toda a ideia geral de grande conspiração.

Já vimos tudo isso, em diferentes formatos. Porém, American Odyssey faz tudo isso ser ‘comum’.

Não é difícil não se importar com o drama da maioria dos personagens. Assim como não é difícil compreender que, apesar da NBC não fazer um trabalho ruim de produção, tem nas mãos uma série que pode facilmente ser previsível, justamente pela grande utilização de clichês, referências e recursos de narrativa de outras produções do gênero.

Veja bem… não estou dizendo que American Odyssey é um lixo. Até porque não é. Porém, imagino que não é o tipo de série para quem busca algo um pouco mais complexo e elaborado. É uma série que traz muita coisa mastigada para o telespectador, sem oferecer um efeito surpresa – pelo menos no piloto – em com um jeito de ‘eu já vi isso antes’ que incomoda.

No final das contas, recomendamos que veja o piloto, pelo menos. Se não gostar, só te roubaram 47 minutos de sua vida. Se tudo der certo, você inclui uma série militar na grade.

Se você optar por não assistir, acho que você não está perdendo muita coisa. Se melhorar, algum amigo seu virá comentar com você, e aí você assiste tudo em maratona… e pronto.