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Depois de 528 teasers, promos, cartazes promocionais e fotos de elenco, estreou American Horror Story: Freak Show. O novo ciclo das histórias da mente doentia de Ryan Murphy (ou quarta temporada) mostra o universo de um circo dos horrores, com todas as peculiaridades que você já conhece da temporadas anteriores, com todas as características de roteiro e produção da dupla Murphy/Falchuck. Então… vale ou não a pena ver essa série?

Teoricamente, a série acompanha a vida das irmãs Bette e Dot Tattler (Sarah Paulson), uma mulher com duas cabeças (e partes duplicadas do seu organismo), que vivia uma vida reclusa pela mãe, que não queria que as filhas fossem alvo (óbvio) da sociedade. Não deu muito certo, pois uma delas – louca pra sair de casa e conhecer o mundo lá fora -, matou a própria mãe. Depois uma irmã tentou matar a outra, e depois de tantos homicídios e tentativas, as duas foram parar em um sanatório.

A dupla é encontrada por Elsa Mars (Jessica Lange), que gerencia o tal circo dos horrores. Por saber do passado das irmãs, Elsa ‘convence’ as duas a se mudarem para o circo onde as demais aberrações se encontram. E tem gente bizarra de tudo quanto é tipo: mulher barbada, a melhor mulher do mundo, uma mulher muito forte, um cara muito forte, e o melhor de todos: o jovem e bonitão Jimmy Darling (Evan Peters), que tem como ‘particularidade’ ter dedos tão grossos que se assemelham à genitálias masculinas. Aliás, ele usa os dedos tal como se fossem pênis avantajados, para satisfazer as donzelas da região.

Se a bizarrice já não fosse a suficiente, Gloria Mott (Frances Conroy), uma madame maluca aparece no circo com o seu filhinho (da mamãe), disposta a comprar a (agora) principal atração do circo, a mulher de duas cabeças. Como elas não topam, essa senhora vai criar problemas para a trupe do circo.

Mas tudo piora quando o circo começa a ser perseguido pela polícia local e, ‘para se defenderem dessa injustiça’, eles começam a contra-atacar. Ao mesmo tempo que um maluco disfarçado de palhaço começa a cometer crimes dos mais diversos, e vai encontrar no circo dos horrores o álibi perfeito para ocultar o rasto de suas atrocidades.

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Por partes…

O lado positivo de American Horror Story: Freak Show é que a qualidade da produção continua a ser impecável. Aliás, nesse aspecto, você sabe que a série tem a assinatura de Ryan Murphy: algumas cenas muito coloridas, pessoas extremamente maquiadas, personagens sexualmente ambíguos, alguns gays declarados e muito glamour em algumas personagens femininas. E, deixando o meu sarcasmo de lado, esse é um lado muito positivo da franquia.

Porém (e sempre tem um porém)…

A impressão que dá é que podemos estar diante de mais uma temporada de ‘mais do mesmo’da série, por conta do resultado não muito satisfatório que a temporada anterior (American Horror Story: Coven) entregou. Não me entendam mal: até acho que a história do circo dos horrores pode render mais do que a temporada das bruxas (que abandonei na metade quando não me importei mais em saber quem era a tal bruxa suprema). Até porque alguns personagens precisam ser apresentados, e um assassino precisa ser pego nessa temporada. Logo, tem algumas histórias para render.

Porém, depois de ver o interminável piloto de 64 minutos, eu tive a nítida impressão que estava iniciando mais uma temporada para Jessica Lange e (quem sabe) Sarah Paulson levarem os seus respectivos Emmy Awards por suas interpretações… e nada mais. Como eu disse antes, talvez eu estou sendo pessimista demais por conta da temporada anterior, mas fico com aquela sensação de que já deu essa história de série para dar sustinho nos outros (ou mostrar os fetiches bizarros do Ryan Murphy).

De qualquer forma, American Horror Story: Freak Show está aí, e não vou deixar de recomendar por conta das minhas crendices pessoais. Só vou assistir essa temporada com dois pés atrás, e se os próximos episódios não me convencerem sobre o que a série se propõe a fazer, vou cancelar a mesma com relativa facilidade.