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Sarah Chakle, a eterna Dra. Elliot Reid (Scrubs) está de volta. A ABC estreou ontem a série com um dos nomes mais longos de todos os tempos. Preste atenção: o nome é How to Live with Your Parents (For the Rest of Your Life). Isso mesmo, amigos. É quase um nome de um livro de auto-ajuda, e a proposta até que tem essa “pegada”. Bom, mais ou menos. A seguir, do que se trata e o que achei disso tudo.

A série conta a história de Polly, que não deve ter muito mais que 30 anos de idade, mas já é uma recém-divorciada, com uma adorável filha chamada Natalie (Rachel Eggleston). Sendo agora a única provedora de sua pequena família com duas pessoas, vítima da crise econômica que ainda abala os Estados Unidos, e precisando de ajuda para poder trabalhar e sustentar a pequena Natalie, ela não vê outra alternativa, a não ser vivenciar o pior pesadelo de todo jovem adulto: voltar a morar com os pais em uma idade onde tudo o que você quer ter e o seu próprio lugar no mundo.

E para Polly, não só era a concretização de um pesadelo, mas a experiência mais alucinada que ela poderia ter. Novamente.

O motivo das rugas de preocupação da Polly é a sua mãe, Elaine Green (Elizabeth Perkins), que teve Polly muito jovem, e depois de se divorciar do seu primeiro marido (tal como Polly está fazendo nesse momento de sua vida), ela resolveu literalmente experimentar de tudo: drogas de todos os tipos, um estilo de vida alternativo, libertinagens de todas as espécies e sexo sem qualquer tipo de compromisso. Para a felicidade e Elaine (e desespero de Polly), ela encontrou um marido disposto a acompanhar o seu novo estilo de vida. Max (Brad Garrett) é o fiel companheiro de Elaine em suas sandices. Não é o padrasto que Polly gostaria de ter, mas é bom para a mãe dela, e os dois são cúmplices em tudo. Indo de uma participação em uma suruba até a perda de um dos testículos por causa de um câncer.

Agora, Polly precisa reorganizar sua vida, vivendo novamente sob a influência de sua mãe. O maior medo de Polly é não terminar como a sua própria mãe ficou, mas aos poucos ela começa a perceber que o modo como ela (Polly) é talvez não seja a melhor para ajudar a sua filha a crescer e ser feliz. Ou seja, a tônica da série vai ser essa busca pelo equilíbrio entre a mãe responsável e a doida que vai deixar o pretendente dela bêbado na porta de sua casa, depois de um encontro fracassado.

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O ponto positivo de How to Live with Your Parents é o seu elenco. Gosto de Sarah Chalke, gosto de Brad Garrett e de Elizabeth Perkins. Porém, com personagens com personalidades tão peculiares, tive uma leve sensação de “forçar a barra” em alguns momentos. Não que não existam pessoas como Polly, Elaine e Max, mas algumas citações e referências em repetição podem dar aquela impressão que a série vai ser sempre sobre “a piada da mãe tarada”. Quero acreditar que não seja isso. Ou talvez tenha sido apenas uma primeira má impressão.

Ainda não consigo dizer que a série é “boa”. Ela vem na pegada de outras séries familiares que a própria ABC apresenta, mas com um quê de “essas é uma das situações que podem acontecer com qualquer um nos dias de hoje; logo, poderia ser você” (e, como não é, sua vida não está tão ruim assim). As pessoas se identificam com isso, e por causa disso (e contando com a simpatia dos atores principais), a série tem potencial para dar certo. Afinal de contas, se The Middle, que não incomoda ninguém, está aí a quatro temporadas, porque não essa, que mostra uma família relativamente disfuncional?

Para mim, How to Live with Your Parents é uma série com carisma e potencial. Não vai ser a melhor comédia da temporada, mas pelo menos tem elementos para se manter no ar. Teve um bom primeiro episódio em termos de audiência (8.36 milhões de espectadores, com demo 18-49 anos de 2.9), sabendo capitalizar bem a liderança de Modern Family. Resta saber se os norte-americanos compraram a ideia.