Transformers: O Último Cavaleiro

Mulher-Maravilha, Homem-Aranha: De Volta ao Lar… e Transformers: O Último Cavaleiro. Mundos bem diferentes.

A essa altura do campeonato, todo mundo já tem uma opinião bem clara sobre a franquia. No meu caso, acho o primeiro filme incrível, o segundo bem meia boca, o terceiro uma galhofa e o quarto uma tentativa mal sucedida de ser um filme sério.

Logo, não esperava nada do quinto filme, e acho que a franquia já deu o que tinha que dar, ao menos com Michael Bay no comando. O problema é que o longa mostrou que sempre há mais degraus a descer.

A Paramount se esforça em ampliar a franquia Transformers, apelando até mesmo para Merlin. É um movimento interessante para não vermos mais uma batalha entre Autobot e Decepticons. Porém, os resultados não foram dos mais positivos.

Em um cenário onde a humanidade segue receosa com os Autobots, ao mesmo tempo que a maioria dos Decepticons está aprisionada, a aparição de uma nova ameaça resulta em peculiares decisões diante da ausência de Optimus Prime. Sendo justo, esse quinto filme tem mais história que os anteriores, permitindo até a inclusão de subtramas.

 

 

Na primeira hora, voltamos a ver o seu singular centro de humor: machista o tempo todo (algo visto nos cinco filmes da saga). Porém, alguns poucos detalhes simpáticos nos levam a nos desconectar de tudo o que está acontecendo, em troca de outras soluções cômicas que beiram à vergonha alheia.

Mas a gente já sabia que isso ia acontecer, não é mesmo?

Dito isso, Transformers: O Último Cavaleiro rapidamente se transforma em piadas infelizes, diálogos absurdos, viradas de enredo questionáveis e disparates de todo tipo. Um bem entendido senso de heroísmo ou um humor de melhor qualidade poderiam ter salvado os primeiros dois terços do filme.

Mas a verdade é que o longa vai te minando aos poucos, ao ponto em que você simplesmente não se importa mais com nada do que está acontecendo em tela.

Exceto é claro com a sua luta de dormir no cinema antes do final.

 

 

Ao menos Mark Wahlberg soube manter o seu carisma para tentar segurar o telespectador na história, além de uma certa química com Laura Haddock, que segue o esteriótipo de mulher objeto (de novo, marca registrada da saga Transformers).

No terço final do filme, temos uma grande sequência de absurdos, com Bay se limitando a repetir as mesmas soluções. Transformers definitivamente precisa de sangue novo, ou de alguma mudança drástica. Mas… quem disse que a Paramount vai se arriscar em fazer isso, ainda mais com as montanhas de dinheiro que cada filme arrecada?

 

 

O trecho final é sim uma grande sequência de ação e explosões. Mas o que deveria ser épico e impressionante na verdade é cansativo e nos causa indiferença. Tanta explosão e som tão alto faz você dormir, por incrível que pareça. E o mais impressionante de tudo, é que Bay sabe fazer isso muito bem (as cenas de ação e explosão), mas faz tempo que deixou de prender a atenção quando entrega esse tipo de cena.

Além disso, atores com talento reduzidos à piadas de gosto duvidoso (ao menos Anthony Hopkins não está em modo piloto automático), voltas e novos rostos que só deixam o longa ainda mais longo, sem apresentar nada de interessante, com a sensação clara que a história não fecha, abrindo várias frentes com nenhuma resolução satisfatória.

E é melhor a gente nem dissertar muito sobre essa “virada de argumento” de um Evil Optimus Prime, que conseguiu ser mais decepcionante do que dinossauros Transformers.

 

 

Por fim, Transformers: O Último Cavaleiro é a prova que a franquia está completamente esgotada, sendo um mais do mesmo. Uma renovação completa se faz urgente, seja com um reboot ou confiando em um novo diretor.

Quem sabe Bumblebee, o primeiro spinoff da franquia (que tem um novo diretor) Pode nos entregar algo diferente.