realitys

American Idol (agora na ABC) está de volta. E esse é um sinal bem claro que o gênero reality competition nada mais é do que uma enorme reciclagem.

Seja pela nostalgia, seja pela estabilidade dos números, os realitys se mantém praticamente imutáveis, inclusive no Emmy Awards. É um gênero onde as escolhas são as mais conservadoras possíveis.

Pegando em retrospectiva: The Amazing Race venceu 10 (sim… DEZ) Emmys como melhor reality competition. The Voice ganhou três prêmios, e Top Chef foi o único a quebrar a sequência de vitórias do programa de corrida em volta ao mundo, ao vencer em 2010. E é isso. Aqui temos todos os vencedores da categoria desde 2003, que é quando a Academia de TV decidiu premiar esse gênero de programa.

A lista de indicados na categoria tem sempre os mesmos nomes figurando: Dancing With the Stars, Project Runway e So You Think You Can Dance acompanham os três nomes vencedores sempre.

É uma lealdade que não dá muito para entender. É claro que você não espera ver Jersey Shore indicada ao Emmy, mas o ótimo RuPaul’s Drag Race… não vai ter chance nunca?

Vale lembrar que American Idol não é o único reality tradicional que está de volta. O VH1 trouxe de volta o America’s Next Top Model, cancelado em 2015, e a MTV anunciou o reboot de Fear Factor, depois de anos na geladeira. Até programas que nem eu vi receberam reboot, como o Match Game e o The Gong Show.

O movimento é explicável. Survivor, America’s Got Talent e The Bachelor são um sucesso entre os mais velhos, e The Voice é uma força entre os mai jovens, sendo este último o reality competiton com maior audiência qualificada nos últimos anos.

Há quem diga que o segmento sofre do mesmo problema das séries roteirizadas, ou seja, apostar no seguro, sem se reinventar. Além disso, padecem do momento onde a criatividade está morta e enterrada, vivendo dos sucessos do passado que são reciclados no presente.

Ter um programa que dê audiência certa é tudo o que os canais sonham. E não ia ser diferente com os realitys.