julia louis-dreyfus

“Porque perdeu a graça” não é a resposta que procuramos. Mesmo porque para mim ainda está muito divertido.

Mas fato é que Julia Louis-Dreyfus precisa ser proibida de disputar o Emmy Awards. Não digo da premiação como um todo mas pelo menos precisa ficar de fora da categoria de Melhor Atriz em Comédia, pois é fato consumado que ela destrói em Veep (HBO).

 

Aos fatos…

Julia Louis-Dreyfus quebrou ontem (18) um recorde no Emmy Awards, ao vencer pela quinta vez consecutiva a categoria de Melhor Atriz em Comédia, com o mesmo papel (Selina Meyer). E ganhou porque mereceu.

Sou a favor que as demais nem deveriam tentar no ano que vem se ela continuar na disputa.

Aliás, o prêmio desse ano foi o mais merecido das cinco temporadas até agora. O episódio “Mother” é simplesmente maravilhoso.

E o fato de Julia ainda se surpreender quando ouve seu nome como vencedora mostra como a sua capacidade de atuação ainda está na ascendente. Porque ela mesma se reconhece como alguém que pode melhorar.

Com a vitória de ontem, ela acumula 21 prêmios Emmy na sua carreira, que deve ser longa. Ela pode bater todos os recordes da história da Humanidade em atuação.

 

Por isso… basta, Julinha!

 

Apenas para ilustrar o recorde batido: em 1996, Candice Bergen venceu o seu quinto Emmy como Melhor Atriz em Comédia por Murphy Brown, mas não consecutivo.

Então, Bergen, em um ato de humildade, se retirou da disputa pelo Emmy, para dar a chance de outros talentos vencer.

Na era atual, Julia Louis-Dreyfus precisa fazer o mesmo, não apenas para que outras tenham alguma chance de vencer a estatueta dourada (de novo, se ela se eleger em 2017, é melhor as demais nem tentarem…), mas também para abrir espaço para novos nomes, como Constance Wo, Michaela Watkins e Rachel Bloom.

Além disso, Julia é produtora de Veep. Pode continuar a ampliar a sua coleção de Emmy Awards com certa facilidade. Até porque não há muitas dúvidas que a sua comédia política é a melhor da atualidade.

Caso contrário, além da “regra Maggie Smith”, o Emmys será obrigado a criar um novo segmento: o discurso de agradecimento anual de Julia Louis-Dreyfus.

P.S.: Antes que você pergunte… não… Richard Dreyfus NÃO é o  pai de Julia Louis-Dreyfus.