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Calma, povo! Sem revoltas! Eu ainda vou escrever sobre Amores Roubados (Globo… devidamente gravado) e sobre a volta de Community (apesar que a inspiração nesse caso é zero). Mas temos que estabelecer prioridades, não é mesmo? Uma delas é responder uma pergunta que bate na minha cabeça desde o momento que o programa que vamos dissecar nesse momento terminou. E a pergunta é…

Por que a Band demorou tanto para estrear Quem Quer Casar Com o Meu Filho?

Usando o modo cretino e irônico a partir de agora (pois essa é uma das especialidades desse blog), tudo o que posso dizer desse programa (logo de cara) é que estamos diante de uma das ideias mais “sensacionais” da TV nos últimos tempos! Tá, eu sei, a ideia pode ser uma porcaria na sua opinião, e eu respeito isso. Porém, eu decidi que em 2014 eu vou percorrer mais esse terreno mundano, essa “programação popular”, ou “o modo @edu_sacer de ver a vida”. Até porque em uma temporada de séries americanas onde pouca coisa está valendo a pena, temos que diversificar.

E sim… ainda estou me desintoxicando das férias.

Mas… ainda fica a pergunta: por que a Band levou mais de um ano para estrear essa preciosidade de programa? Afinal de contas, é o tipo de programa que a gente vê o conceito e logo pensa (sempre de modo irônico, caro leitor): “não tem como dar errado”!

É uma questão de pensar de forma fria e racional. São mães (a maioria delas sessentonas, que olham para os filhos praticamente como segundos maridos… e isso é meio doentio, convenhamos), que ao mesmo tempo que olham para os seus pimpolhos sarados como aqueles que jamais deveriam sair das suas vidas, desejam (por “livre e espontânea vontade”) ajudar esses filhos a encontrar a esposa ideal para eles. Ou a nora ideal para elas. Nos dois casos, o desastre anunciado.

Na história da Humanidade, essa ideia NUNCA deu certo. Até porque 99% das mães entendem que mulher nenhuma serve para seus filhos. Então… por que daria certo na televisão?

Porque É A TELEVISÃO! E isso é lindo!

Adriane Galisteu conduz pretendente e futura sogra por uma escadaria com tapete vermelho, em uma mansão estilo castelo (muito brega) para que, em uma primeira fase, aconteçam as entrevistas com mulheres de todos os tipos e gostos. O pretendente faz perguntas diversas, a mãe não pode falar nada (apenas faz anotações), e depois, ambos fazem observações sobre as moçoilas que por lá passaram.

A melhor parte da coisa toda é as caras e os comentários que as “futuras sogras” fazem sobre as candidatas a noras.

Com as candidatas escolhidas, outras fases do programa serão apresentadas, onde as candidatas terão que passar por diferentes “avaliações” com as sogras, como baladas, jantares, escolhas de vestido de noiva e até convivência em comum com a sogrinha.

Outro ponto positivo de Quem Quer Casar Com o Meu Filho é que o conceito permite a diversificação, já que um dos candidatos é um homossexual, que procura um marido. Pra casar mesmo. O problema é a mãe dele, que vai empatar muito a sua vida.

Sendo mais um projeto da Eyeworks/Quatro Cabezas, Quem Quer Casar Com o Meu Filho é mais um acerto da Band. Isso é, se você olhar o programa com a perspectiva bagaceira e divertida que se propõe a ser. É o reality show “roots”, “raiz”, “pés descalços”. É programa para você dar risada e pensar: “ainda bem que minha mãe não pensa assim… ou não” (vai que ela tem essa ideia para você no futuro).

Aí, Band… nem precisava ter tanto medo com esse programa. É diversão garantida!