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Tinha tudo para dar certo…. mas não foi bem assim que aconteceu. Eu gosto dos dois filmes da série ‘Meu Malvado Favorito’, e joguei dinheiro na tela do computador quando vi os trailers de Os Minions. Fiz questão de ir ao cinema – nada de baixar pela internet – para prestigiar a obra. E no final das contas, eu vi um dos filmes mais chatos de 2015.

Desculpa para quem gostou. Talvez você, que está me xingando nesse momento, tenha absorvido toda a ideia geral do filme, todo o humor e a graça implícita no roteiro, e todas as coisas boas que o filme não me ofereceu. Mesmo assim, o máximo que posso dizer em defesa de Os Minions é que você dá duas ou três risadas ao longo do filme, e que ele o tipo de filme com bichinhos fofinhos, que as crianças adoram. E é isso.

Aliás, minha irmã mais velha – que viu o filme em São Paulo – já havia cantado essa boa: o filme, definitivamente, não foi feito para os adultos. E, de fato, é um filme totalmente pensado para as crianças, com um foco bem infantil (apesar das cenas de assalto, explosões e briga desenfreada por uma coroa). Isso não é uma crítica: acho que funciona bem para as crianças. Até porque elas só precisam se distrair com as imagens, já que os Minions não usam um idioma.

Tá, tem os personagens adultos falando o tempo todo. Mas as poucas piadas pensadas no público adulto são mais referências ao ambiente londrino da década de 1960 (que é o período onde se passa o filme) do que algo para fazer rir.

De qualquer forma, vemos a origem dos Minions, e como eles se unem ao ‘Malvado Favorito’, apesar da explicação ser vaga, rasa e só aparecer no final do filme. A história principal se converge nessa finalidade e, mesmo assim, não é interessante. Infelizmente, pois o filme tinha um potencial enorme.

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Porém, por incrível que pareça, isso não é um problema. O grande problema é que eu estou ficando velho, e esperava outra coisa de uma animação infantil. Tecnicamente, o filme é bom, com avançados recursos de animação gráfica, onde algumas imagens são realmente de encher os olhos. Porém, é uma diversão voltada para um público que não compreende a profundidade de certos aspectos da vida.

Nem mesmo o roteiro do filme ajuda a prender. Não foram poucos os pais que deixaram os seus filhos sozinhos na sala do cinema, porque não aguentavam o ritmo de Os Minions (se bem que a sala que eu estava se encontrava praticamente vazia). No final das contas, você quase sai do cinema querendo exterminar os Minions da face da Terra, pois o roteiro força a barra de tal ponto, que eles deixam de ser fofinhos, para se tornarem insuportáveis.

A sequência final te salva um pouco de querer a extinção dos bichinhos amarelos.

No final das contas, a dica é: se você é pai e precisa levar o seu filho para assistir esse filme, faça isso, pois ele vai gostar de Os Minions. Muito mais do que você. Ou seja, se prepare para passar 1h30 pensando em como seria bom ficar na fila do supermercado, do banco ou em um exame médico.

De novo: Os Minions não é um filme ruim. Só não é um filme pensado no público adulto. Talvez eu não devesse ficar decepcionado por isso.