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Estamos no mês de julho, e poucas coisas salvam a vida do fã de séries: algumas séries da Summer Season, o chocolate quente, os filmes que podemos ver no cinema, falar mal daqueles que criticam a sua série, ler esse blog… enfim, a vida parece que fica mais vazia sem as séries da Fall Season que tanto amamos (em alguns casos, amamos odiar), e até esse inverno acabar, vamos ficar com aquele sentimento que qualifico de “vira-lata”.

Sim, amigos. Todo fã de séries em algum momento vai se sentir um cão perdido e abandonado, sem ter o que fazer ou o que comentar nas redes sociais. Tá, eu sei que séries incríveis como Dexter e Breaking Bad podem ser vistas nesse período, e que produções de gosto duvidoso, como True Blood e Pretty Little Liars estão em exibição. Mas não é a mesma coisa. Definitivamente.

Por mais que gostemos das produções do meio do ano, elas não criam o mesmo envolvimento emocional e até mesmo físico que as séries da Fall Season produzem. Por exemplo, o fã de Glee a essa altura do campeonato está quase babando de saudades daquela turminha de cantores (e da Profa. Shuester… não sei por que o @edu_sacer insiste nessa piada…), e até que possuem um motivo para continuar na internet enchendo o nosso saco: as grandes mudanças no elenco da série musical de Ryan Murphy para a próxima temporada.

Já os fãs de Grey’s Anatomy estão ansiosos para voltar a relacionar da forma mas explícita possível a criadora Shonda Rhimes com a profissão mais antiga do mundo (entendedores entenderão). Os fãs de Homeland então… esses sofrem! A série tem apenas 12 ou 13 episódios, e depois disso, são nove meses de abstinência. Haja gente com cara de cão abandonado pelas interwebs.

Outras séries causam um pouco de medo ao saber que vão voltar. The Walking Dead é uma delas. O que será que os roteiristas vão fazer com aqueles personagens, depois de uma segunda metade de temporada abaixo do esperado?

E How I Met Your Mother? Será que vamos ter saco em ver o babaca do Ted ser o último a conhecer a mãe dos seus filhos?

Tem gente que está se sentindo vira-lata antes mesmo das novas séries da próxima temporada estrearem. O principal exemplo disso é justamente Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. (vai ser um saco escrever esse nome sempre, com tantos pontos…). Nove entre dez fãs esperam pela estreia da série, e apostam que vai ser a grande série nova da temporada. Mas já estão morrendo de medo da ABC os trollarem de forma violenta, transformando a produção em uma grande bomba.

Sabe, ter esse complexo de vira-lata é bom e ruim ao mesmo tempo. É ruim se você baseia muito tempo de sua vida em função disso. É sempre bom lembrar que existe um mundo lá fora, cheio de possibilidades. Tá, eu sei que é “quase impossível” viver sem Zooey Deschanel toda semana na tela de sua TV (Só Que Não), mas pense que você pode ir a um cinema, ao shopping, ler um livro, namorar, transar, estudar, viver a vida. Por pelo menos três meses. Inteiros!

Tá, você não quer sair de casa de jeito nenhum? Faça uma maratona de séries antigas ou clássicas, ou até mesmo daquela série que você não vê faz tempo. É bom ao menos para reciclar um pouco a mente (se bem que o ideal seria você respirar ar puro lá fora, mas tudo bem).

Eu sei. Eu entendo, e até compartilho desse sentimento de cão abandonado. Mas tudo nessa vida precisa de um tempo para se desenvolver. Até mesmo a sua paixão pelas séries. Logo, aproveite que está na rua, com esse sentimento de vira-lata, e vá atrás do osso de sua existência. Quando setembro chegar, a sua série está lá. E você vai perceber que até ela evoluiu em algum ponto.

Exceto é claro quando alguém vira e fala “essa ilha é, na verdade, um disco no tempo”. Aí, amigo, acontece o que chamamos de “involução”.