Algo deu errado em A Torre Negra, adaptação para o cinema da franquia literária de Stephen King.

No começo, era simples desconfiança. Mas o estranho comportamento da Sony na sua campanha promocional chamou a atenção. Mais ainda por pelo fato de um filme tão ambicioso como esse contar com apenas 95 minutos.

Porém, quando vemos os problemas do filme, começamos a compreender o seu desastre.

A Universal tentou por anos uma saga com A Torre Negra com Ron Howard no comando do projeto. Porém, isso nunca aconteceu, e a MRC (Media Rights Capital) fechou um acordo com a Sony para iniciar o projeot. Em 2015, foi fechado o contrato com Nicolaj Arcel para dirigir o longa.

Tudo parecia funcionar, mas não demorou em chegar as más notícias. E todas as outras más notícias que vieram depois.

 

 

Para você entender tudo, tenha em mente um detalhe chave no acordo entre MRC e Sony: as duas empresas tinham a possibilidade de vetar tudo, desde a campanha promocional até a montagem final do filme. E nada de bom pode acontecer quando tem tanta gente com tanto poder.

É complicado chegar a um consenso, já que o próprio King se reservou a essa possibilidade em troca de ceder os direitos de sua obra.

Porém, tudo tomou um caminho sem volta quando os executivos da MRC e Sony começaram a levantar a possibilidade contratar outro realizador mais experiente quando Arcel mostrou a primeira montagem do filme, que foi recusada. Fontes muito próximas do projeto afirmam que Tom Rothman, presidente da Sony, passou horas na sala de montagem fornecendo sua visão de A Torre Negra.

Já outras fontes indicavam que Arcel deixou claro que tudo veio muito grande, e que ele não soube gerenciar uma grande produção com orçamento de US$ 66 milhões. Isso ficou evidente depois de três testes de exibição no mês de outubro, onde o público não entendia a mitologia da história, avaliando negativamente o filme.

No final das contas, Sony e MRC não contrataram nenhum diretor substituto, mas se envolveram notavelmente no trabalho de pós produção, enquanto que Howard, que ainda era produtor do filme, aconselhou Arcel sobre a música do filme, e o roteirista Akiva Goldsman ajudou no formato final do longa.

Sony, MRC e Arcel negam tudo, e todos afirmam que tudo avançou sem problemas. O diretor chega a afirmar que, se alguém tivesse tomado o controle da montagem, que ele teria abandonado de imediato. Mas… quem nos garante que não foi assim? Quem nos garante que não rolou um acordo legal que impedia declarações sobre o ocorrido?

 

 

Por outro lado, temos a informação que foram gastos US$ 6 milhões adicionais para resolver esses problemas detectados nas exibições de testes, especificamente para adicionar mais elementos que permitiam uma melhor compreensão da história. Além disso, cinco minutos do filme foram retirados, adicionando uma cena nova a partir de ideias que foram surgindo durante todo o processo.

A verdade é que US$ 6 milhões não é muito perto dos US$ 25 milhões que foram gastos a mais em Liga da Justiça para o mesmo objetivo. Mesmo assim, tudo indica que a história que contamos nesse post é verdadeira: os críticos internacionais estão destruindo o filme em suas análises.

A Torre Negra estreia no Brasil no dia 24 de agosto.

 

 

 

Via Variety