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Bem disse Mauricio Stycer em seu blog: Sandy Leah virou o ‘alívio cômico’ do reality Superstar (Rede Globo), versão do norte-americano Rising Star (ABC) que, por sua vez, é uma versão do israelense The Next Star. Mas estou aqui para defender um pouco a moça, pois a culpa não é 100% dela. É da Rede Globo, que não faz o programa direito.

A segunda temporada de Superstar só aconteceu porque a Banda Malta virou efetivamente um sucesso. Bom, pelo menos teve música em novela, fez um monte de shows, e teve uma visibilidade muito maior do que qualquer vencedor do The Voice Brasil. Não vamos falar do Ídolos, Fama e outros realitys musicais do passado, pois não dá pra viver do passado o tempo todo.

Mas o fato é que a primeira temporada de Superstar já foi algo sofrível. Tanto na produção (jamais esqueceremos que o aplicativo de votação não funcionou no primeiro programa) como na escolha dos jurados/padrinhos. Nenhum dos três (Ivete Sangalo, Fábio Jr. e Dinho Ouro Preto) conseguiram agradar no ofício de orientar as bandas que participaram da disputa.

Na segunda temporada, em dois episódios, vemos que as mudanças ainda não surtiram efeito. Sandy, apesar de ser considerada por muitos uma excelente cantora, não tem a capacidade de fazer comentários técnicos sobre as performances apresentadas no programa. Sandy acaba sendo engraçada até quando não quer. Assim como Thiaguinho, que é o ‘amigo da galera’.

Sobra para o Paulo Ricardo ser o ‘Simon Cowell’ tupiniquim da turma, sendo sincero até demais nas respostas. O que não é exatamente um crime, se levarmos em consideração que estamos falando do futuro de grupos de pessoas que querem fazer sucesso com a música no Brasil. Ou seja, algo muito difícil para que (teoricamente) pessoas não tão preparadas para a missão assumam esse papel.

Quero lembrar que os envolvidos (ou aqueles que dão a cara pra bater no programa) não são culpados por não fazerem um bom papel. A culpa deles é em aceitar o convite, e para por aí. Superstar é um programa que não engrena. Já não deu certo nos Estados Unidos (a ABC teve audiências fraquíssimas, e uma mecânica de votação feita por seres humanos escrevendo com carvão em uma parede branca), e se a Globo não se tocar rapidamente disso, Superstar pode se tornar um elefante branco na sala deles.

Até porque não é todo dia que aparece uma Banda Malta, certo?

E tem outra: a banda Tianastácia já não fez sucesso lá nos longínquos anos 90? Poderia participar bandas que já tiveram gravadora grande um dia?

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