The Vampire Diaries

 

Sim! Estou escrevendo sobre o fim de uma série que jamais me interessei em ver. Mas entendo que era importante demais para muita gente para passar em branco. Mais do que isso (e pode parecer surreal o que vou escrever a seguir): The Vampire Diaries chegou ao fim para se tornar uma das séries mais importantes da história da TV norte-americana.

Calma. Eu explico com muita calma.

 

Ao estrear em 2009, a série baseada na saga de livros de L. J. Smith tinha muitas similaridades com outra série de literatura juvenil-adulto com temática vampiresca, Twilight (doravante conhecida no Brasil como Crepúsculo). Provavelmente por isso eu sequer cheguei perto de The Vampire Diaries. Não queria viver essa experiência nem que me pagassem.

Porém, vendo de longe como a série da CW se desenvolveu, com temporadas de ganchos mirabolantes e histórias com relativo grau de complexidade (que funcionaram, já que a série angariou essa legião de fãs), eu pude perceber como a história ganhou corpo próprio, se descolando completamente da história mela-cueca contada pelos livros de Stephanie Meyer. E acho isso uma vitória.

 

The Vampire Diaries ganhar uma identidade própria, e ser um referência dentro das histórias desse segmento é um dos maiores legados que a série pode deixar. Foi por causa dessa série que a CW bateu o martelo sobre o que exatamente o seu público-alvo queria ver. E, por conta disso, conseguiu consolidar audiência com produções que hoje contam com grande longevidade.

Você pode até achar que eu estou errado, já que a CW mudou o seu foco de tipo de enredo que querem contar. Afinal de contas, o canal é hoje dominado pelas séries de heróis da DC e pelas comédias de 60 minutos com protagonistas femininas.

Mas… quem está errado é você!

Para chegar nesse ponto, Mark Pedowitz teve que sacar todo o perfil de sua audiência para detectar o que eles queriam ver a seguir. E a CW faz isso muito bem. Melhor que a Fox e a NBC, com certeza.

Podemos dizer então que The Vampire Diaries é uma das séries que ajudou a fazer da CW o que ela é hoje.

 

 

E para a televisão, a trama entra para a história pelos motivos mais óbvios.

O primeiro é aquele que você já conhece: a legião de fãs que a trama arrebanhou no mundo todo é algo impressionante. Nos Estados Unidos a série já era considerada um fenômeno, pois apesar de ser exibida em um canal que tem menor penetração que os demais, conseguia a cada ano ter fãs cada vez mais engajados e ativos. Principalmente dentro do já citado público alvo: os jovens adultos, que são os mais ativos nas redes sociais.

Hoje em dia é difícil um drama durar tanto. Mas esta série, assim como Supernatural, conseguiram alcançar essa longevidade. Podemos até questionar o tipo de história a ser contada, mas jamais podemos questionar que ela conquistou em cheio o público que queria.

 

 

Entendo que The Vampire Diaries durou o suficiente. Poderia durar um pouco menos (com a saída de Nina Dobrev), mas está de bom tamanho as 8 temporadas. Chega ao fim deixando um legado de produção televisiva que vira referência para as próximas gerações.

E, por tudo isso, é sim uma das mais importantes séries de todos os tempos da TV norte-americana.

Nem eu acredito no que acabei de escrever. Mas é a minha missão como crítico de TV: reconhecer os bons resultados quando alcançados.

Para os fãs que acompanharam até aqui, fica sim a tristeza do desfecho (ainda mais em como tudo aconteceu… sim, eu li o final…). Mas The Originals ainda está no ar (falo AINDA porque essa a CW AINDA não renovou), e outras séries virão, com novas histórias.

Sempre vale aquela sensação de ter acompanhado tudo o que aconteceu, vivenciado as emoções dos plot twists, e se envolver com a trama contada. É tudo o que qualquer fã de série quer ao acompanhar uma história do começo ao fim.