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Eu demorei mais tempo do que gostaria para assistir ao filme ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’, e mais tempo ainda para escrever sobre ele (afinal de contas, estou de mudança de cidade). Mas enfim… não posso dizer que estou decepcionado com o filme. Diferente de muita gente, me diverti muito com o que foi apresentado. Talvez porque já faz um tempo que não levo esse tipo de filme a sério. Tenso mesmo foi ir com meus sobrinhos e ter que explicar tudo.

Os dois não assistiram nenhum dos quatro filmes anteriores, e só foram ver esse pelo fator ‘Arnold Schwarzenegger’. Não os culpo. Mas a dica que dou é bem básica: se você quer ver esse, veja os outros, pelo amor de Deus. Senão, você vai ficar boiando metade do filme, assim como aconteceu com eles.

De qualquer forma, ‘O Exterminador do Futuro: Gênesis’ tem como objetivo principal (além de faturar uma boa grana) apresentar a franquia para as novas gerações. E, nesse aspecto, está tudo lá: tecnologia, viagens no tempo, linhas temporais alternativas, o T800, o T1000… tudo o que fez com que essa franquia fosse sucesso no mundo todo está lá.

Uma coisa legal desse filme é que ele pelo menos se esforça em conectar com aquilo que a atual geração vive. Não é só o controle das máquinas, mas passar a ideia que elas são controladas por um software poderoso. Até mesmo o plot de ter um único software conectando todos os dispositivos – e o temor que isso pode gerar nas pessoas – é algo que me agrada. Até porque ainda tem gente que acredita que isso pode acontecer (eu não creio, mas não duvido).

Outra coisa bacana é o fato do Arnold Schwarzenegger brincar com o absurdo que é ter mais de 60 anos de idade, e ainda assim ser um Exterminador. Na verdade, ele faz piada com ele mesmo, onde por diversas vezes ele afirma que ‘está velho, mas não obsoleto’. E essa deveria ser a melhor forma que devemos olhar para a velhice.

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Mas o filme tem alguns problemas. Ele não é pior do que ‘O Exterminador do Futuro: A Salvação’ (já que é difícil ser pior do que essa porcaria), mas algumas coisas são naturalmente exageradas, e várias das soluções propostas para os personagens são, no mínimo, questionáveis (para não dizer de gosto duvidoso). Alguns fãs mais xiitas ficarão revoltados com algumas saídas propostas para esse filme, principalmente para justificarem uma suposta volta de Arnold Schwarzenegger em um hipotético sexto filme.

Além disso, a decisão inevitável de trocar várias e várias vezes de elenco causa certa estranheza, mesmo com tantas linhas temporais alternativas. Emilia Clarke não compromete tanto como Sarah Connor. Mesmo assim, encontramos nesse 1984 que (outro) Kyle Reese volta uma Sarah completamente diferente. Sem falar que bem mais nova. Estranho.

Eu entendo que esse filme divida opiniões. Conheço muita gente que detestou ‘Gênesis’, e não vou criticar a opinião deles. Como disse lá no começo, eu me diverti com o filme, pois faz um bom tempo que eu decidi não mais me importar com certas coisas que vejo nas telas do cinema e da TV. Meu sobrinho mesmo falava em várias cenas ‘meu, que mentira, isso é absurdo’, e eu virei para ele e disse ‘você se esqueceu que está vendo um filme que fala sobre viagens no tempo?’.

Acho que dento dos problemas que o filme possui, ele diverte. É um típico blockbuster que consegue apresentar a franquia para as novas gerações. Meus sobrinhos prometeram que iria ver os outros. Recomendei que começassem pelos dois primeiros (principalmente o segundo, que na minha opinião é o melhor de todos).

No final das contas, valeu o ingresso. Mas isso, para mim. Vá com um pé atrás, pois gostos podem variar nesse caso.