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Em setembro de 2014, eu fiz um dos posts mais populares da história do SpinOff, mostrando como a ABC manjava na nobre arte de dar nomes ruins para as suas séries (clique aqui para ler). Dessa vez, vou expandir o leque de opções, ilustrando como os demais canais podem tomar decisões infelizes para batizar suas produções.

Um exemplo recente disso é Lookinglass (Fox), um nome péssimo para uma série que antes se chamava The Frankenstein Code, que também não era um nome lá grande coisa. Por que batizar a série com um nome que não tem nada a ver com o seu plot? Pior: por que, em nome de qualquer dicionário, dar à série um nome com grafia incorreta?

Tudo isso inspirou a lista a seguir, onde temos séries do passado, séries cujo o nome não representavam sua premissa, e alguns megahits que, apesar do sucesso, contavam com nomes que poderiam ser melhores selecionados. Alguns nomes dispensam maiores explicações.

Lista a seguir.

 

Buffy The Vampire Slayer: uma boa série, com boa audiência, mas um nome que só consegue ser pior no Brasil (Buffy, a Caça-Vampiros). Horroroso!

Complications: um nome genérico, que faz referências às ramificações de um médico neurótico/bipolar. Poderia ser o título de qualquer série de TV. Qualquer uma. Mesmo!

Cougar Town: o título era até divertido e tinha um bom timing, com uma referência clara ao bairro das mulheres de meia idade gostosonas. Porém, a série tomou um viés completamente diferente, a ponto dos produtores quererem mudar o nome.

Extant: Como diabos se pronuncia o nome da série de Halle Berry na CBS? O que esse nome significa? Alguém aí sabe? Eu não faço a menor ideia! Aliás, eu e ninguém! Nem a Halle Berry!

Fear the Walking Dead: mais parece um nome de brinquedo de parque de diversões. Minha sugestão de ‘The Walking Dead 2.0’ ainda está de pé. Bem melhor que ‘The Walking Dead: LA’ sugerida pelo @edu_sacer.

How to Live With Your Parents (For the Rest of Your Life): provavelmente foi cancelada porque não é um nome, e sim um verbete da Wikipedia. Ninguém conseguia decorar esse nome.

I Hate My Teenage Daughter: todo mundo tem momentos de fraqueza, e deseja ficar bem longe de alguns dos seus familiares. Mas daí a odiar a filha adolescente (que é chata por SUA CULPA), já é demais!

The Knick: a série centrada no centro cirúrgico de um hospital tem um nome que serve tanto para jogadores de um time de basquete de Nova York como para corpos retalhados. A escolha é sua.

GCB (antes Good Christian Bitches, antes Good Christian Bells): ei… vamos chamar a série com um acrônimo, antes que a audiência o faça naturalmente!

Life UneXpected, SouthLAnd, HawthoRNe e UnREAL: observe que a única coisa desnecessária a ser usada na caixa alta é para dizer que ‘VOCÊS NÃO PRECISAM FAZER ISSO NA HORA DE NOMEAR SUAS SÉRIES, CANAIS!’

Manimal: a série da década de 1980, que só durou uma temporada, falava de um cara que poderia assumir a forma dos animais. Mas… não tinha como dar um nome mais legal para isso?

Oh Sit!: se já não fosse vergonhoso o suficiente um game show sobre a dança das cadeiras, ainda deram esse nome de b*sta? Obrigado pela graça alcançada, CW!

Selfie: a comédia romântica pseudo engraçadinha não era lá grande coisa, mais ainda assim era melhor que o seu nome.

Shasta McNasty: eu realmente preciso dizer mais alguma coisa dessa série da UPN? O nome é auto explicativo.

$#*! My Dad Says e Don’t Trust the B—- in Apartment 23: aprendam, crianças (e canais de TV): se você não pode dizer na TV, não pode ser o nome de sua série. Simples.

Terriers: a não ser que a série seja sobre cachorros, ela não precisa se chamar assim (P.S. e essa não era uma série sobre cachorros).

Rosewood: mais uma novata da Fox que tem um nome desproporcional. Se a série falasse sobre um policial de Beverly Hills com o nome Billy Rosewood (protagonizada por Judge Reinhold), ela faria mais sentido. Não é nem o nome de uma cidade!

Throphy Wife: o título não fez jus à diversão da série da ABC, e deve ter ajudado no seu cancelamento com apenas uma temporada.