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Mulher. A palavra define tudo. Eu nem precisava escrever um texto para enaltecer a importância delas em nossas vidas. Aliás, já fiz algo parecido no Temporada de Séries, quando falei do poder feminino na TV. Dessa vez, vou fazer diferente: vou agradecer por certas mulheres existirem na TV, pelos mais diferentes motivos, pelas múltiplas personalidades, e por principalmente oferecer a graça que o mundo da TV precisa. Até mesmo aquelas que eu amo odiar merecem entrar nessa lista, que não tem ordem de importância.

Antes de qualquer coisa, esse não é um texto machista, muito menos oportunista. Ok, é oportuno pela data, mas sempre enaltecemos a mulher no SpinOff TV Series. Temos a @vanamedeiros no podcast, que representa “a cota”, e o @edu_sacer e o @fabiano_sjc são praticamente duas tias velhas quando falamos de Revenge. Até podcast sobre as séries femininas já rolou aqui. Logo, estamos em um terreno seguro para falar daquelas que dão a verdadeira graça a uma trama, que conseguem ver os personagens por outro escopo, ou que podem nos oferecer uma perspectiva diferente da trama.

Portanto…

Obrigado, Blossom Russo, por ser uma das primeiras garotas descoladas na TV. Mesmo com uma família problemática, aproveitou a sua adolescência de forma plena, sadia e feliz. Ok, no futuro, você virou a Amy Farrah Flower, que se apaixonou por um nerd esquisito com cara de lagarto, mas nem tudo no mundo é perfeito.

Obrigado,V.I.C.I. (Voice Input Child Identicant), ou simplesmente Vicki. Você, como robô criança, era o máximo. Não queria você para arrumar minha casa, mas sim como a irmã da minha idade que não tive, para ser a companheira de final de tarde (como você foi na década de 1980) e me livrar de alguns problemas na escola.

Obrigado, Murphy Brown. Você não só informou aos Estados Unidos que o mundo estava mudando, mas foi um agente de mudança na década de 1990 maior que você mesma esperava. Seu discurso decidiu uma eleição para presidente nos Estados Unidos, e nem o câncer te venceu. Aliás, por tabela, tenho que agradecer à Shirley Schmidt também, que não só soube dar conta de Denny Crane e Alan Shore, mas mostrou a inteligência, sagacidade e até sex appeal de uma advogada madura e decidida.

Não posso me esquecer de agradecer à Monica Geller-Bing, Rachel Greene e Phoebe Buffay. A amizade incondicional de vocês de uma década foi parte de alguns dos melhores momentos da minha vida entre 1994 e 2004. Vocês foram algumas das melhores amigas que qualquer fã de séries poderia ter. Sem vocês, Friends não faria muito sentido.

Outra que merece congratulações é Ally McBeal. Apesar de cinco temporadas de surtos e desencontros amorosos, foi o centro de uma história diferenciada. Suas alucinações musicais foram de encontro muitas vezes com a trilha sonora da minha vida, e por muitas vezes eu olhei para a TV e disse “é… eu te entendo…”.

Alguns agradecimentos são especiais. Um deles é para Liz Lemon. Para ela, eu digo “obrigado por dar vida à Tina Fey… ou seria o contrário?”

Carrie Mathison é uma das mais recentes amigas de quem gosta de séries. Um pouco surtada, coitada. Mesmo assim, genial. Obrigado por não prender Brody, e mais: por se apaixonar por ele. Que sua dualidade dure pelo menos mais duas temporadas.

Para agradecer a existência de Tara Gregson, tenho que agradecer também a existência de praticamente um time de futebol, a saber: Alice, Buck, T, Gimme Chicken, Bryce Craine e Shoshana Schoenbaum. Tara conviveu com essa galera toda, de forma conflituosa, e isso fez com que ela se tornasse alguém muito especial aos meus olhos. Me lembrou sempre em não ser o mesmo, sendo você mesmo (ou não). Logo, muito obrigado.

Catherine “Cathy” Jamison é outra que tem um lugar especial no meu coração. Aliás, um lugar muito importante: o de não desistir da vida. Se um câncer não pode te derrubar, nada mais pode. E Cathy me lembra disso a cada episódio.

Meredith Grey… minha relação com você é complicada, mas vou te agradecer assim mesmo. Agradecer por salvar tantas vidas, por vencer a tendência de se tornar Ellis Grey (e fugir disso), por superar traumas e dramas diversos, por reconhecer alguns de seus erros, e por aguentar Christina Yang por tanto tempo. Aliás, devo agradecer a existência de Yang por ver muito nela aquilo que eu não quero ver em mim, mas acabo tendo de vez em quando. Ah, e mesmo muito bronqueado com ela, vou agradecer à Shonda Rhimes. Mesmo descontente, vou chegar ao fim de Grey’s Anatomy e dizer que essa é uma das séries da minha vida.

Aí, Shonda… agradeço até mesmo por Addison Montgomery existir. Afinal de contas, antes dela se tornar a atrapalhada de meia idade na Califórnia, ela era a ginecologista fodona em Seattle, cuja primeira fala em Grey’s Anatomy foi “então você é a ninfeta que está transando com o meu marido” (para Meredith). E isso foi foda!

Não posso me esquecer das “donas de casa desesperadas”: Susan Delfino, Lynette Scavo, Bree Van de Kamp, Gabrielle Solis, Mary Alice Young, Karen McCluskey… durante oito anos, acompanhei a vida de todas vocês, até mesmo de Mary Alice, que estava morta. Por sobreviverem a tantas reviravoltas, em uma das vizinhanças mais perigosas do mundo, eu agradeço. Tornaram meus dias mais interessantes em vários aspectos.

As vilãs também merecem um “muito obrigado”. Angela Petrelli, Nina Myers, Violet Crawley, Julie Cooper, Karen Walker (essa, nem tão vilã assim, vai…), Gretchen Morgan, Pam de Beaufort, Blair Waldorf, Whilelmina Slater, Amanda Woodward, Samantha Newley (antes da amnésia), Chloe McGruff, Shoban Martin, Victoria Grayson e tantas outras… é ótimo “amar odiar” todas vocês. Obrigado por vocês existirem!

Advogadas como Patty Hayes e Alicia Florrick também merecem nosso muito obrigado. Com elas, o mundo jurídico tem mais graça (é mais perigoso também, mas os efeitos morais compensam os colaterais).

E pasmem: vou agradecer até mesmo a existência de Hannah Horvath, que paga as contas de Lena Dunhan. Ou seria o contrário (de novo)?

Por fim, não posso me esquecer das vovós da televisão. Marie Barone, Evelyn Harper, Jessica Fletcher, Karen McCluskey (de novo), Dona Benta, Blanche Deveraux, Sophia Petrillo, Dorothy Zbornak, Rose Nylund, Elka Ostrowsky… cada uma, do seu jeito, fizeram e ainda fazem parte da minha vida. Algumas delas foram companhia na minha infância, e outras são orientação constante na minha vida adulta (algumas mostrando “como não fazer”, literalmente). A todas elas, muito obrigado.

Enfim, muitas mulheres. Todas especiais.

Nós aqui do SpinOff TV Series pensamos nelas o tempo todo. Falamos delas sempre que oportuno. Mas hoje, Dia Internacional da Mulher, agradecemos por todas elas existirem em nossas vidas na TV. Fora do mundo televisivo, agradecemos às mulheres de nossas vidas: mães, esposas, irmãs, avós, tias, sobrinhas, vizinhas fofoqueiras, amantes… todas elas são a graça da nossa vida. Todas elas fazem a nossa vida ter um pouco mais de sentido. Todas elas fazem com que nós, homens, não sejamos completos idiotas (só idiotas pela metade). Então, que hoje e sempre, possamos humildemente agradecer por todas elas estarem em nosso caminho.

E vê se aprende de uma vez por todas que ela não quer mais a toalha molhada na cama, nem chuteira suja espalhada pela casa, caramba!