meu malvado favorito 2

Meu Malvado Favorito 2 dá sequência aos acontecimentos concluídos em Meu Malvado Favorito. Mostra uma evolução em vários aspectos, e algum retrocesso em outros. Mas em essência, dá sequência à história sobre como Gru construiu uma bela família em torno de si.

Gru gostou da brincadeira de ser pai, e se assumiu como um pai dedicado e atencioso. Na prática, virou o cara bom, já que como vilão ele definitivamente fracassou. Nesse progresso de sua vida, ele vê suas filhas crescendo, e a necessidade de oferecer bases familiares cada vez mais sólidas para elas. E isso inclui uma mãe, principalmente para a filha mais nova.

Ao mesmo tempo, Gru sentia falta da adrenalina que era a sua vida. Não tanto dos crimes que ele cometia, mas da parte onde ele elaborava planos, andava sempre no limite, e desenvolvia sua mente para causas complexas.

É nesse momento que aparece uma organização ultra secreta, que precisa dos serviços de nosso protagonista para descobrir quem estava por trás do roubo de um soro ultra potente, que transformava qualquer ser vivo em uma verdadeira máquina de combate. Para auxiliá-lo nessa missão, é recrutada a agente Lucy, um pouco atrapalhada, mas de ótimo coração.

Juntos, eles investigam quem está por trás dessa ameaça. Enquanto precisa investigar o caso, Gru tem que lidar com o namoro de sua filha mais velha e com o clima de paquera com Lucy, que até então é apenas uma colega de trabalho, como qualquer outra. Exceto pelo fato de que ela sempre teve interesse por ele, desde os tempos em que ele era um criminoso.

 

 

Meu Malvado Favorito 2 tem como mérito tentar entregar um roteiro mais elaborado, com pelo menos um plot principal e alguns subplots para tornar a história mais dinâmica. Não é todo filme que consegue isso.

Além disso, destaco positivamente por dessa vez recebermos um filme onde efetivamente a aventura de Gru é o principal foco de interesse. Repaginar as funções dos personagens principais também foi uma boa pedida, pois oferece uma nova perspectiva para todos eles dentro da narrativa.

As novas funções desses personagens foram mais condizentes com tudo o que o filme realmente gostaria de entregar. Os Minions mais efetivos e influentes na trama, as filhas do Gru deixando de ser crianças que precisam ser protegidas, e até o próprio Gru mostrando mais a que veio, na nova função de agente secreto.

 

 

Por outro lado, é um filme que peca um pouco no seu ritmo. Faltou um momento de ápice genuíno, tal e como aconteceu no primeiro filme. Faltou um crescente ao longo da trama. Todo o filme é muito linear e regular, com poucos momentos que realmente empolgam. E olha que, dessa vez, nós tivemos um interessante plot twist, que amarra bem o plot principal a um dos subplots.

Eu não quero com isso dizer que Meu Malvado Favorito 2 é um filme ruim. Pelo contrário: mais uma vez ele cumpre a missão de divertir crianças e adultos, sob diferentes perspectivas. As várias referências à cultura pop vão agradar aos adultos, e a história geral pode trabalhar bem o lúdico e a fantasia das crianças, que acabam se interessando pelos personagens sem maiores dificuldades.

Porém, é um filme mais “frio” que o primeiro. Você termina o filme com aquela sensação de um “ah, legal, gostei… mas…”. Não sei se assistiria esse filme novamente por vontade própria.

Aliás, um registro: a maior relevância dos Minions nesse filme resultou no filme solo dos bichinhos amarelos. O que é uma pena, pois achei aquele filme totalmente desnecessário.

 

 

Enfim, Meu Malvado Favorito 2 pode passar no teste para muita gente. Pode sim ser aquele filme para as tardes de férias que vai divertir as pessoas. Ou pelo menos distrair a criançada por 97 minutos, enquanto os pais ou tiram uma soneca ou vão lavar a louça em casa.

Vamos ver se Meu Malvado Favorito 3 entrega uma perspectiva mais interessante da vida de Gru.

Estou na torcida.