iron fist

 

Você volta do “mundo dos mortos”, todos da sua família “morrem”, e quando você procura seu lugar de direito na empresa que é da sua família, tentam te matar. Estranho, não?

A Netflix apresenta o último herói do time dos Defensores, o Punho de Ferro. Marvel’s Iron Fist mantém o padrão de qualidade de produção das séries do serviço de streaming, mas para muitos escorrega naquilo que tão bem soube fazer nas outras séries dentro dessa proposta de universo expandido: apresentar os eu protagonista.

Particularmente, o piloto de Iron Fist não me incomodou. Nem mesmo os primeiros episódios, que muitas pessoas criticaram achando que eram uma verdadeira zona da pasmaceira. Olhando em perspectiva, Jessica Jones e Luke Cage quase nada mostram nos seus respectivos pilotos, e ainda assim foram muito elogiadas. Logo, de todo o coração, não entendi porque reclamaram dessa vez.

 

Enfim, estamos diante da história de um Danny Rand, que volta para Nova York depois de anos desaparecido. Quando volta, encontra a empresa da sua família, mas toda a sua família está supostamente morta. Na busca pela verdade, acaba se deparando com inimigos poderosos, que não querem que a realidade dele venha à tona. Mas como ele é um justiceiro e quer a verdade, ele vai usar de todo o seu aprendizado de kung-fu nos anos que foi dado como desaparecido para descobrir o que realmente aconteceu com sua família, determinando assim o seu próprio destino.

Uma boa notícia aqui é que Danny Rand é um protagonista carismático. Meio perturbado sim, mas carismático. Você se importa com a sua causa e suas aspirações, e isso é um ponto positivo para seguir acompanhando a série. Talvez me incomodasse mais o lado dos grandes vilões da temporada, que tem todos os trejeitos de canastras/bandidos que não desejamos muito ver nesse tipo de produções. Mas é algo que ainda assim aceitamos razoavelmente bem.

Na parte de produção da série, não há muito o que dizer, de novo. A Netflix mais uma vez acerta na mão, com episódios bem feitos, com ótimas cenas e sem muitos defeitos especiais. Como o serviço de streaming hoje consegue gastar mais que a HBO nesse aspecto, entendo que é o mínimo que esperamos daqui pra frente deles.

Agora… uma coisa que posso dizer para quem pretende seguir com Iron Fist é… tenha paciência.

 

 

Os primeiros episódios são mesmo mais arrastados, mas isso é necessário até mesmo para garantir uma empatia do personagem principal junto ao público.

Levando em conta que a grande maioria dos expectadores está conhecendo o Punho de Ferro agora, é absolutamente compreensível a decisão de dedicar os primeiros episódios a mostrar melhor quais são os seus anseios e aspirações. Não apenas para apresentar o personagem para esse público novo, mas também para que a audiência se importe com ele.

Afinal de contas, ele é último elo de ligação para a formação do time dos Defensores, a Netflix/Marvel não queria colocar em risco a possibilidade do grande evento não vingar da forma como esperado. Não que o futuro da série do time de heróis dependesse do sucesso de Iron Fist. Mas há uma certa coerência na decisão em mostrar melhor as origens do personagem.

Logo, uma boa dose de paciência cai bem. E, repito: não vejo muita diferença entre a lentidão desses primeiros episódios com o que Luke Cage apresentou (que na época também foi ponto de críticas).

Pode ser que minha paciência esteja relativamente elevada nessa época do ano para ver pilotos mais longos. Mas acho que o pessoal que criticou essa série o fez rápido demais.

Não era para tanto. Está bem longe de ser o terror que pintaram por aí.