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Margot Robbie. A moça de 25 anos pode ser o grande trunfo de Esquadrão Suicida (Suicide Squad), filme que estreia no Brasil no dia 4 de agosto. Pelos trailers, ela está ótima, e há quem diga que ela foi tão bem, que a DC/Warner Bros já pensa em um filme focados nas heroínas e vilãs, com a Arlequina como protagonista.

Desde 2010 (pelo menos) eu venho dizendo que a Viúva Negra (Scarlett Johansson) merece um filme solo dentro da Marvel Cinematic Universe. É um personagem simplesmente sensacional, e tem histórias de sobra para contar, tanto no presente mas principalmente no seu passado. Porém, Marvel, Disney e seja lá quem for acha que isso não é possível. Não entendo os motivos, não sei quais são os critérios, e não me preocupo mais com isso a essa altura do campeonato. Fato é que alguém na DC viu a oportunidade e pensou: “se os caras lá não fazem, nós fazemos”.

Quem disse que mulher não pode dar porrada, combater o crime e salvar o mundo? Pelo amor de Deus, quem pensa assim precisa rever os seus conceitos com urgência. E olha que não estamos falando exatamente de uma super heroína. Nem é a Mulher Maravilha ou a Supergirl nesse negócio. Estamos falando de uma vilã como protagonista. Que é louca, diga-se de passagem.

Uma das coisas que me incomoda na DC nos cinemas é o fato deles não fazerem os movimentos certos. Por exemplo, deixar de colocar o Zack Snyder sozinho como responsável de determinados projetos é o movimento correto. Parece que esse erro será corrigido em Liga da Justiça, uma vez que Ben Affleck entrou no time (antes que vocês reclamem: Affleck tem um Oscar de Melhor Filme como produtor, e Snyder nem Framboesa de Ouro deve ter…).

Outro movimento correto que a DC está dando é “entregar aquilo que o povo quer”. E não falo exatamente das mulheres combatendo o filme. Não me entendam mal: adoro ver mulheres combatendo o crime. Falo de dar continuidade para aquilo que a sua audiência melhor abraçou dentro do conteúdo apresentado no seu universo cinematográfico.

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Não assistimos ao filme Esquadrão Suicida, mas é fato consumado que a Arlequina chamou a atenção dentro do pouco que vimos. Margot Robbie parece dar um tom espirituoso, sarcástico e bem humorado à personagem (detalhe: não sou leitor assíduo dos quadrinhos, logo, não sei se sua essência foi preservada ou alterada). Apesar de ler algumas críticas afirmando que o filme vai sexualizar a personagem (e, honestamente, eu não dou a mínima para isso).

Em um momento onde Hollywood reclama de mais oportunidades para diferentes grupos, inclusive as mulheres reclamam de melhores salários, condições trabalhistas e maior notoriedade, a notícia de um filme de personagens dos quadrinhos focado nas mulheres é excelente. É quase um gol de placa da DC. Quem sabe ajuda a reduzir o preconceito que muitos nerds trazem dentro de si em relação ao protagonismo feminino nas histórias de fantasia, disfarçados em uma frase muito cretina: “é preciso preservar a essência da história”.

Que papinho…

Queremos o novo. Queremos o diferente. Queremos histórias que apresentem de forma competente essas personagens para o grande público. A essência de tudo isso já está ali, e não vai mudar. Não dá para usar essa desculpinha esfarrapada para não querer as mulheres no comando, meu caro nerd preconceituoso. Nem mesmo a desculpa do filme da Mulher Gato ser algo horroroso cola dessa vez. Quem sabe a DC/Warner Bros. já tenham aprendido todas as lições possíveis, e corrijam o erro de forma soberba, sambando na cara da sociedade?

Margot Robbie

Então… pode vir, mulherada! Assuma o controle! Queremos vocês dando tiro, porrada e bomba em vilão folgado sim. Pode bater. E bate muito!

Ah, e fica a dica, Marvel: Scarlett Johansson AINDA tem APENAS 31 anos de idade. Façam logo o filme da Viúva Negra antes que ela mesma não queira mais fazer o personagem, por se sentir velha demais para isso.