A história contando a história. Distorcendo a história. Cantando Celine Dion. No meio da história.

Making History faz piada dos acontecimentos históricos da humanidade, com várias referências à cultura pop, um pouco de ficção científica e algumas piadas que beiram ao politicamente incorreto. Mas que diverte na maior parte do tempo.

Fato é que a série começa com uma premissa que pede para não se levar a sério: um professor que cria uma máquina do tempo em um saco de dormir. Enquanto outras produções usam itens mais descolados, como uma cabine telefônica ou um carro DeLorean, Making History aposta em um tosco e bagaceiro saco de dormir. É divertido, acreditem. É menos tosco do que parece.

Aliás, a série é menos tosca do que se prometeu durante os promos. Consegue combinar o absurdo da situação com bom humor relativamente inteligente, cominado com as referências de cultura pop atuais que são mais do que necessárias para colocar ritmo para a trama e tempero ao texto dos personagens.

As piadas se alinham mais com as diferenças da sociedade nos diversos momentos da história, e em como eles lidavam com seus conflitos. Indo de beber o urina alheia do penico (dizendo que era uma cerveja nova e fresquinha) até “tente usar a referência de um filme de branco”, e o filme é Jerry Maguire, a série tira sarros desses abismos culturais históricos que são facilmente identificáveis pela audiência.

E, por ser uma série cuja premissa básica é a viagem no tempo, ela não consegue escapar de uma consequência direta dessa premissa. Algo que já vimos por diversas vezes no mundo do entretenimento: o “efeito borboleta”.

 

 

Mais rápido do que você pode imaginar, as atitudes do nosso protagonista Dan (Adam Pally) no passado interferem sensivelmente no futuro, mudando os Estados Unidos como conhecemos de forma significativa. E, tal e como acontece nos diversos exemplos onde esse tal “efeito borboleta” se fez presente, Dan altera o passado por puro egoísmo, ou para suas aspirações pessoais. Nesse caso, o motivo para ele ferrar com tudo é a sua namorada no passado, Deborah Revere (Leighton Meester), filha mais velha de Paul Revere, que no futuro atual se torna sua esposa, Sarah Orne.

Com uma produção redonda para uma série do seu porte, Making History pode não ser a sua nova comédia preferida de todos os tempos, mas também não compromete. Aposta no texto ágil e na proposta non-sense para emplacar nas noites de domingo da Fox.

Deve se beneficiar do fato que o canal tem uma grade consolidada no horário, com um público fiel nas comédias. Logo, não será surpresa se conseguir uma renovação sem maiores problemas. Deve ser ajudada pelas atuais temporadas de The Simpsons e The Last Man on Earth.

De qualquer forma, se você estiver de bom humor, vale a pena conferir. Não será de todo um tempo perdido em sua vida. Pelo contrário. Pode até ser que você permaneça para ver como vai continuar a trama do viajante no tempo (cuja máquina do tempo é um saco de dormir).