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Sim. Eu sei que esse é um blog de séries. E continua a ser. Mas era impossível não fazer um registro de duas grandes perdas do mundo das artes. Nesse final de semana, perdemos José Wilker e Mickey Rooney. “Apenas” isso.

Wilker faz parte da história da dramaturgia brasileira, cobrindo todas as áreas (teatro, cinema e TV), e não só interpretando, mas também dirigindo, produzindo, roteirizando e criando novas obras. Filmes campeões de bilheteria, como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Bye Bye Brasil”, que o consolidaram como um dos mais relevantes integrantes do cinema brasileiro. Tudo bem, tem os comentários do Oscar… mas… quer saber? A gente se divertia com isso.

Tantos personagens que ficaram populares pela sua capacidade de interpretação (vide a segunda versão do Roque Santeiro), com bordões que caíram na boca do povo. Tantos momentos que fazem parte da história da TV brasileira. Tudo isso acabou na madrugada do último sábado (05), quando aos 67 anos, José Wilker faleceu. De repente. Um infarto enquanto dormia levou a vida do ator.

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Mickey Rooney entra para o status de lenda de forma definitiva com sua passagem. O ator de 93 anos começou sua carreira antes dos 10 anos de idade, e se manteve ativo até poucos meses antes de sua morte. E o mais legal de tudo isso? Ele era tão bom no que fazia, que ele interpretou o mesmo personagem no cinema por 20 filmes, e mesmo assim, as pessoas não se cansaram dele.

Rooney, que participou de clássicos do cinema, como “Bonequinha de Luxo” (1961) e “O Corcel Negro” (1979), ainda teve fôlego para estar presente em pelo menos dois sucessos dos tempos contemporâneos: “Uma Noite no Museu” (2006) e “The Muppets” (2011). Apesar dos altos e baixos de sua vida, viveu e amou intensamente (foram oito casamentos, sete filhos e quatro filhas… pau a pau com Elizabeth Taylor nos números de casamento). E com sua jornada completa, ele entra para a história como um dos mais populares atores norte-americanos.

Enfim, era necessário fazer esse registro antes da semana começar.