20120204-235302.jpg

E lá fui eu assistir o tributo de Glee ao Rei do Pop, Michael Jackson. Fui assistir de coração aberto, porque gosto de Michael Jackson. E apesar de ter desistido de Glee há tempos, eu tinha a esperança que Ryan Murphy iria fazer algo que justificasse a iniciativa da homenagem.

Ledo engano.

Fãs de Glee, não me entendam mal. Vocês podem achar a série legal, os personagens bacanas e os números musicais incríveis (e nesse episódio em particular, eles foram bons mesmo). Mas, com todo o respeito ao gosto de vocês… esse episódio foi algo simplesmente horroroso! Eu fiquei quase um ano inteiro sem ver a série, e não tive dificuldade alguma em entender onde a trama está. Mesmo porque ela não anda muito. Mas isso não é o pior. Mesmo sabendo que parte desses personagens vai para a faculdade (e Rachel fica no dilema “ou caso, ou compro uma bicicleta… ou faço faculdade em Nova York”), Glee não é a série que anda no tempo.

Mas, como disse antes, não foi por causa disso que foi ruim.

Homenagear Michael Jackson não é só cantar as musicas dele, nem reproduzir alguns de seus videoclipes (que aliás, tiveram resultados terríveis em alguns casos). Se esperava algo original da dupla Murphy/Falkchuck. Algum argumento que realmente surpreendesse, alguma cena inesperada. Não! Nada disso! Um roteiro preguiçoso, sem nenhum argumento bem trabalhado, com canções jogadas ao vento (em pouquíssimas cenas a música teve um propósito válido), com cenas breves e algumas, de mau gosto (performance de “Scream” que o diga).

Glee foi o mais pop possível. Mas dava pra ser pop sem ser ridículo. A seqüência inicial, a cena de “Smooth Criminal”, que foi o argumento mais furado de toda a série, a filosofia “vamos dar uma lição de moral”, e a resolução disso com “Black or White”. Uma música faz com que todos fiquem amiguinhos, e entendem que as diferenças devem nos unir. Serio? Depois de quase deixar alguém seriamente ferido? É mesmo?

Fico feliz por ter deixado essa série de lado no meio da segunda temporada. Ela não mudou um centímetro piorou alguns metros (para trás) e se confirma como uma das minhas melhores não escolhas de 2011. Para quem vai seguir firme nessa temporada, boa sorte pra você. Tudo o que digo é…

“Eu aprendi a reciclar o lixo da minha casa”.