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The Walking Dead dá o que falar, mesmo quando não está no ar. O demitido criador da série, Frank Darabont, está processando o canal AMC, alegando uma violação de contrato por parte do canal, em detrimento de “dezenas de milhões de dólares” que ele teria direito, relativos aos lucros obtidos pela produção.

A ação foi ingressada na corte do estado de Nova York hoje (17), e segundo o The Hollywood Reporter, as participações dos lucros de Darabont deveriam ser passadas para ele desde Fevereiro de 2011, o que (talvez) explicaria (no entendimento de Darabont) a sua demissão abrupta da equipe de produção da série, em julho do mesmo ano, apenas algumas semanas depois do início da produção da segunda temporada de The Walking Dead, e dois dias de suas aparição na San Diego Comic-Con daquele ano, para promover a série.

De forma oficial, o AMC nunca deu explicações claras e públicas sobre a saída de Darabont da série. Ou agora, segundo o próprio, a sua demissão. O advogado principal do showrruner, Dale Kinsella, disse ao THR que “a conduta tomada pelo canal AMC para com Frank até hoje tem sido nada menos que atroz. Infelizmente, os fãs de The Walking Dead é que perdem, por serem privados do seu talento criativo”.

De acordo com o processo, nem Darabont, nem o seu agente, recebeu um dólar sequer que foi prometido pela AMC nas participações dos lucros. Por outro lado, o canal alegou em setembro de 2012 (dois anos depois da estreia da série), que a produção dava um prejuízo de US$ 49 milhões.

Um suposto acordo amigável entre o canal e Darabont foi proposto, mas segundo os papéis do processo, “foi claramente feito para garantir que Darabont e seu agente nunca chegasse perto do primeiro dólar”.

Nenhum representante da AMC comentou o assunto.

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