A NBC recebeu um bom (e inesperado) presente de Natal, que é o sucesso inicial de The Sing-Off, reality musical do canal para este período de final de ano, que teve um surpreendente aumento de audiência da primeira para a segunda semana. O programa se foca em cantores que fazem suas performances a capella, ou seja, sem o auxílio de instrumentação.

The Sing-Off registrou na segunda-feira 9,4 milhões de telespectadores (e 3.3 nas médias preliminares dos adultos entre 18-49 anos), tendo um aumento de 18% de audiência na sua segunda semana. Para vocês terem uma ideia do que é isso, é a melhor audiência da NBC de qualquer coisa que não sejam Jogos Olímpicos, além de ser a mais alta média de audiência que um programa de TV que não seja uma comédia da CBS. Tudo bem, a CBS venceu na segunda com suas comédias, e com a ABC sofrendo com Skating With The Stars e exibindo especial natalino com Mariah Carey, ficou um pouco mais fácil a missão da NBC. Mas, ainda assim, é uma bela notícia para o canal do pavão.

E parece que a NBC vai mesmo apostar na música na próxima temporada. Tanto que adquiriu os direitos de uma produção holandesa, chamada The Voice of Holland, que nos Estados Unidos vai se chamar The Voice Of America (obviamente), e será produção de John de Mol e Mark Burnett. É o programa mais visto na Holanda, e a NBC tem como objetivo principal bater de frente com o gigante desta modalidade de realitys, o American Idol, e a sua variante produzida por Simon Cowell, The X Factor, que estreia na Fox na próxima fall season (setembro de 2011).

As diferenças de The Voice Of America para os demais: o show conta com quatro treinadores especialistas que, em uma primeira fase, vão apenas ouvir os competidores cantando. Se aprovados, o próximo passo é quais candidatos esses treinadores querem preparar. Se mais de um especialista escolher o mesmo candidato, o próprio candidato fará a escolha para saber quem quer que o oriente. Daí pra frente, os times de competidores são formados, e aí é o formato já conhecido: performances, eliminação direta e final ao vivo.

Só o tempo dirá se The Voice of America poderá bater de frente com American Idol, ou se vai padecer das comparações de formato que, nesse caso, são quase que inevitáveis.

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