Do começo, pra que tudo fique claro: ontem (23/02), pela manhã, um inflamado Charlie Sheen dá uma entrevista para um programa de rádio de Los Angeles, e solta o verbo, chamando roteiristas e produtores de Two And A Half Men de “palhaços” para baixo. Isso ecoou rapidamente nos ouvidos dos executivos da CBS e Warner Bros. que, diante dos fatos, decidiram encerrar a produção da oitava temporada da série, com seis episódios a menos (foram produzidos 16 episódios).

E o comunicado conjunto da CBS com a Warner Bros. deixa claro qual foi o motivo. Palavras do comunicado: “Com base na totalidade das declarações de Charlie Sheen, de sua conduta e condição (atual de vida pessoal e profissional), a CBS e Warner Bros. Television decidiram interromper a produção para o restante da temporada”.

Sheen é o maior responsável pela situação em que produtores, elenco e roteiristas foram envolvidos, uma vez que por causa de suas confusões na vida pessoal, envolvendo bebedeiras, prostitutas, e até uma suspeita de overdose, a produção da série foi interrompida, para que ele se internasse em uma clínica de reabilitação. Porém, na terça-feira, durante uma participação por telefone no programa The Alex Jones Show, Sheen testou a paciência dos executivos da CBS e Warner Bros, falando o que quis, e ativando o sinal vermelho na série. Nunca Two And a Half Men esteve tão perto do cancelamento.

Charlie pegou pesado. Chamou Chuck Lorre, criador da série, de “palhaço”, “charlatão” e “bosta”, além de ter mencionando um apelido anti-semântico para Lorre, que não vale ser citado. Alega ter humilhado Lorre diante de seus filhos por algumas vezes e, sobre a possibilidade de seu papel em Two And a Half Men ser reformulado, Sheen desconversa: “Faço o que tenho que fazer. Eu faço filmes com super estrelas do cinema, e não trabalho com idiotas”.

Com essas informações, tirem suas próprias conclusões. Para nós, o que podemos dizer é que: “Two And a Half Men… foi bom enquanto durou”.

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