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Quando o WGN America anunciou em 3 de fevereiro que a série Manhattan não teria terceira temporada, choveram críticas no Twitter lamentando a decisão. Mas ninguém ficou tão dividido como presidente do WGN America, Matt Cherniss. Esta foi a sua segunda série encomendada do canal, e ajudou a formar um alicerce fundamental para a grade de programação do canal a cabo, que está empenhado em produzir dramas originais de prestígio.

“É a parte menos agradável do trabalho, especialmente para uma série tão boa como Manhattan”, afirmou o executivo ao The Hollywood Reporter. Mas Cherniss sentiu que tinha feito tudo o que podia para tentar gerar uma dinâmica e ampliar público da série.

Depois de uma temporada de estreia com média de apenas 417.000 telespectadores por episódio, ele não só mudou a série para uma outra época do ano (outono) como retirou a série do competitivo dia de domingo, além de aumentar a cobertura do WGN America, incluindo as cidades de Chicago e Seattle onde a série não estava disponível durante a primeira temporada. Ele até aumentou comercialização da série “para tentar atrair potenciais novos espectadores para a nova temporada”, que ele disse ser ainda “mais fenomenal” do que a primeira.

Infelizmente, o pequeno aumento que ele desejava nunca se materializou: Manhattan perdeu 43% de sua audiência na segunda temporada.

“Quando chegamos na midseason, data de estreia da segunda temporada, a realidade para mim tinha começado a se mostrar a um ponto em que ia ser muito difícil trazer a série de volta para uma terceira temporada,” disse Cherniss, reconhecendo que nesse ponto não “faz sentido economicamente” continuar. Ele pensou que seria mais fácil aumentar os números da série, mas a participação insignificante trouxe de volta as tensões no canal, enquanto ele observou como outras séries originais do WGN America entregaram audiências consideravelmente maiores: o drama de bruxas Salem atraiu 770.000 espectadores na segunda temporada, enquanto a novata Outsiders estreou quebrando recordes no canal com 3,9 milhões de espectadores no episódio piloto.

Olhando para o futuro, ele está otimista com a expansão do canal a partir de março, o que servirá de rampa para outras produções originais. O foco permanecerá em contar histórias americanas, um esforço que começou com Salem e Manhattan. “Talvez essa seja a maior história para mim, mas há tantas questões subculturas que eu gostaria de explorar,” disse Cherniss, esperançoso de que sua audiência vai continuar a aumentar e se juntar a ele nessa jornada.

“Quando você está começando uma rede e a construção de uma marca, você está procurando razões para aprovar uma série, não o contrário”, acrescenta. “Mas em algum ponto, você tem que fazê-lo”.

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