Às vezes não há palavras nem citações inteligentes para resumir o que houve naquele dia.
Às vezes você faz tudo certo, tudo exatamente certo e ainda sente que falhou.
Precisava acabar daquele jeito? Algo poderia ter sido feito para evitar a tragédia, em primeiro lugar?
89 assassinatos na fazenda dos porcos. As mortes de Mason e Lucas Turner levaram a 91 mortes.
Kelly Shane vai para casa, tentar se recuperar. Reconectar-se com sua família, mas nunca mais será uma criança.

William Hightower, que deu a perna por este país, deu o resto de si para vingar o assassinato de sua irmã. Isto fez 93 vidas serem alteradas para sempre.
Sem contar família e amigos, numa cidadezinha de Sarnia, Ontário.
Que pensavam que monstros não existiam, até descobrirem que passaram a vida com um.

E minha equipe?
Quantas vezes mais vão conseguir olhar para o abismo?
Quantas vezes até não conseguirem mais recuperar os pedaços de si que esse trabalho arrancou?

Como eu disse, às vezes não há palavras nem citações inteligentes para resumir o que houve naquele dia. Ás vezes o dia apenas… acaba.

É com essa citação de Hotchner que eu começo meu comentário sobre a season finale de Criminal Minds.
O que mais me impressionou nesse episódio, além da cena final, foi como ele foi se desenvolvendo. No começo, você pensava que ele era apenas sobre um serial killer que estava matando por desejo. Mas é aí que vem a sacada dos roteiristas da série. Eles fazem parecer algo muito mais grandioso do que os espectadores acham que é.

Sobre os criminosos do episódio, eu fiquei com muita pena do Lucas. Achava que ele nao merecia morrer, pois estava sendo usado pelo irmão tetraplégico o tempo todo. Nem sabia o que estava fazendo, achava que cortar pessoas aos pedaços e dar para os porcos comerem era tão normal quanto fazer os seus desenhos que retratavam o quão criança ele era.

 

Já o outro era um completo egoísta. Teve a coragem de usar o próprio irmão doente para uma tentativa desesperada de cura, é muita maldade. Fiquei com nojo daquele cara. E comemorei quando o William o matou.

Falando no William, que grande atuação fez Sharif Atkins, hein? Conseguiu passar muito bem o papel do irmão transtornado, e ao mesmo tempo indignado por nunca terem ido procurar sua irmã.

 

William que nos enganou várias vezes no episódio. Primeiro pensamos que ele estava ajudando os mendigos. Depois vemos ele confessando vários assassinatos. E depois vimos que ele só queria que a polícia os investigasse, senão mais e mais pessoas iriam morrer, assim como aconteceu com a sua irmã. Os diálogos dele com o Hotchner foram ótimos.

Ele e Morgan foram os que protagonizaram os melhores momentos de drama do episódio. Morgan não aguentando sentir o clima pesado da fazenda e tendo que dar a notícia a William que sua irmã já estava morta. Confesso que poucas vezes vi ele tão transtornado assim na série.

Comentando sobre os outros personagens, Garcia, Hotchner, Reid e Rossi, todos tiveram uma participação ótima. Particularmente, adoro quando a Garcia sai do escritório. Quebra um pouco a rotina do seriado. E vendo ela transtornada por ter sabido o que o Mason fazia com os corpos foi muito chocante e triste.
Já Reid, que foi o “protagonista” do episódio anterior, teve uma participação um pouco apagada. Mesmo assim, teve seus momentos, como desvendando a personalidade de Lucas e descobrindo o lugar onde Kelly estava sendo mantida refém.
Hotchner, que fez muito bem o papel do chefe frio, que não se importava se o cara iria ser preso ou não, se ele tinha mesmo matado 89 corpos. Não estava nem aí. Seu objetivo era salvar a refém de Lucas.
Rossi que me lembrou muito o Gideon nesse episódio. Conseguiu arrancar tudo do Mason, o persuadindo muito bem.
Elogio aqui de novo os diálogos da série. Ótimos os diálogos dos dois.

Só uma coisa me incomodou nesse episódio. O modo como dividiram  esse caso. Eles perderam muito tempo entrevistando as  pessoas, e seguindo pistas e montando um perfil falso.
Eu sei que mais tarde veríamos que seria, talvez, o caso mais importante da equipe. Mas no meio ele fica um pouco cansativo, se torna até um pouco chato. Depois, no final, ele iria se redimir.
Como de costume, tivemos o grande “cliffhanger”, que é o grande acontecimento no final do episódio. Talvez, eu nunca tenha sentido algo assim vendo um episódio final. Minha irmã viu como meu coração estava batendo forte e viu que eu estava muito nervoso e em choque.

A morte simultânea dos dois irmãos, a narração do Hotchner sobre os acontecimentos, e a cena final foram muito bem editadas. A trilha sonora do momento foi perfeita e fez com que fosse uma das melhores cenas que eu já tenha visto.

 

Particularmente, eu não acho que o Hotchner tenha morrido. Ele é o líder da equipe, sendo um dos mais importantes e o que consegue comandar aquele time. Espero que os roteiristas não inventem algo muito absurdo para explicar o que realmente aconteceu com ele.

E aí, o que vocês acham? Hotchner morreu? Quem deu o tiro nele? Qual foi o acordo que ele deveria ter aceitado?
Perguntas e mais perguntas nos deixam malucos até a próxima temporada de Criminal Minds, que começa em setembro.
E você, está ansioso também?